Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China. O comércio exterior da China manteve um forte crescimento nos primeiros sete meses de 2026, impulsionado pelo aumento das exportações de produtos de alta tecnologia e por uma maior expansão das importações, refletindo a evolução da estrutura comercial do país.
Dados oficiais divulgados na sexta-feira, dia 7, mostram que o valor total das importações e exportações de mercadorias da China atingiu 30,13 biliões de yuans entre janeiro e julho, um aumento de 17,3% em termos homólogos.
Um dos principais destaques foi o desempenho dos produtos de alta tecnologia. Em julho, as exportações deste segmento cresceram mais de 50% face ao mesmo período do ano anterior, contribuindo com cerca de 60% para o aumento das exportações.
Wang Xiaosong, professor da Universidade Renmin da China, considera que a dimensão e a abrangência do sistema industrial chinês constituem uma das principais bases para o desenvolvimento do comércio externo. Segundo o especialista, a escala do mercado interno, a capacidade de inovação e as políticas de abertura económica contribuem igualmente para sustentar o crescimento das trocas comerciais.
Os dados dos primeiros sete meses mostram também uma evolução significativa das importações. O crescimento destas foi oito pontos percentuais superior ao das exportações, refletindo uma expansão mais equilibrada do comércio externo e a crescente importância do mercado chinês para os parceiros comerciais.
A China tem vindo igualmente a ampliar as medidas de abertura comercial. Atualmente, o país aplica políticas de tarifa zero a 63 países e mantém-se, há 17 anos consecutivos, como o segundo maior importador mundial.
A diversificação das relações comerciais constitui outro dos elementos destacados no desempenho do comércio externo chinês. Entre janeiro e julho, as importações e exportações com mais de 180 países e regiões registaram crescimento, contribuindo para ampliar a rede de parceiros comerciais do país.
Este desempenho ocorre num contexto internacional marcado por perturbações nas cadeias de produção e abastecimento e por pressões sobre a oferta energética. Segundo a análise apresentada, a capacidade produtiva e a dimensão do mercado chinês continuam a desempenhar um papel relevante na estabilidade das cadeias globais de abastecimento.
O comércio externo é, assim, apresentado como um dos indicadores da evolução da economia chinesa. Os resultados dos primeiros sete meses de 2026 apontam para uma maior presença de produtos de elevado valor acrescentado, uma estrutura comercial mais diversificada e uma crescente abertura do mercado chinês.
A evolução confirma, segundo a perspetiva apresentada, a emergência de novos motores de crescimento e a transformação da estrutura económica chinesa, mantendo-se os fundamentos para o desenvolvimento de longo prazo.