Recomendação foi feita ao executivo municipal. PSD, IL e BE abstiveram-se enquanto o PS, PCP e Livre votaram contra
Os eleitos do Chega na Assembleia Municipal de Almada recomendaram ao executivo da câmara municipal que não realize o Festival O Sol da Caparica, que decorre entre os dias 13 e 16 de agosto.
Em falta estão, dizem em comunicado enviado a O SETUBALENSE, “garantias públicas suficientemente sólidas quanto à estabilização permanente do abastecimento de água à população do concelho”, nomeadamente residentes e comerciantes da zona da Costa da Caparica.
A recomendação mereceu votos favoráveis apenas do partido proponente, abstenções do PSD, IL e BE e votos contra de PS, PCP e Livre. Para os eleitos, os “os piquetes, técnicos e restantes trabalhadores dos SMAS [Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada]” devem estar investidos na resolução do problema, “não devendo ser desviados meios humanos ou operacionais para assegurar um evento desta dimensão enquanto não estiver garantida a estabilidade do sistema”.
“O festival poderá reunir entre 25 mil e 30 mil pessoas, aumentando substancialmente o consumo de água e as necessidades operacionais numa zona que já demonstrou fragilidades no abastecimento. Este acréscimo poderá colocar em risco não apenas os participantes no evento, mas também a população residente e o funcionamento regular do comércio, das unidades de saúde, dos lares, das instituições sociais e dos restantes serviços locais”, lê-se no mesmo comunicado.
O Chega cita ainda as declarações da presidente da ERSAR, Vera Eiró, em entrevista ao jornal ECO, publicada no passado dia 23 de julho. “Não há uma previsão exata de quando é que o sistema vai estar restabelecido ao ponto, de não haver interrupções no abastecimento em determinados horários do dia, especialmente em horários noturnos, e em localizações que vão variando”.
Para os eleitos a realização do evento põe em causa o abastecimento de água, e outras valências, na cidade. “A realização de um evento que concentra diariamente dezenas de milhares de pessoas representa uma pressão adicional muito significativa sobre as redes de abastecimento de água, saneamento, higiene urbana, segurança, proteção civil e emergência médica”.