Presença de alguns dos mais destacados investigadores nacionais e internacionais dedicados ao estudo da história da baleação
O Museu Marítimo de Sesimbra, promove a 22 de julho, entre as 9h00 e as 18h30, no Centro Cultural Costeiro de Sesimbra, um encontro onde vão estar alguns dos mais destacados investigadores nacionais e internacionais dedicados ao estudo da história da baleação e das comunidades atlânticas.
Vão ser apresentados trabalhos que “abrangem um amplo arco cronológico, entre os séculos XII e XXI, incidindo sobre os antecedentes históricos desta atividade em Portugal e no Atlântico, a sua evolução técnica e organizacional, bem como diversos estudos de caso referentes a Sesimbra, Madeira, Açores, Brasil, Cabo Verde e Nova Inglaterra”, adianta a Câmara Municipal de Sesimbra.
O encontro, organizado em quatro painéis temáticos, pretende “promover uma reflexão multidisciplinar sobre a importância económica, social, cultural e ambiental da baleação”.
O programa aborda assim temas que vão dos antecedentes históricos da baleação em Portugal e das conexões atlânticas estabelecidas entre os séculos XVII e XX à diáspora entre os séculos XIX e XX, sem esquecer a realidade contemporânea da indústria baleeira, os museus e os desafios da conservação ambiental.
A iniciativa culmina com uma mesa-redonda, com o tema Memória e Património, proporcionando um espaço de diálogo entre investigadores e público em torno da valorização de um legado que marcou a história de Sesimbra e de outras comunidades do Atlântico.
“Este encontro científico afirma-se como uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre uma atividade que, durante séculos, moldou paisagens, economias e culturas marítimas, reforçando igualmente o papel de Sesimbra como território de memória e de investigação sobre o património marítimo local, nacional e internacional”, sublinha a autarquia.
O acolhimento e receção dos participantes está marcado para as 9h00, e a sessão tem início meia-hora depois. Às 10h00 começa o primeiro painel – Antecedentes Históricos – A Baleação em Portugal e no Atlântico (séculos XII–XX). Uma História Ecocultural das Baleias e da Baleação no Portugal Medieval e Moderno, pela historiadora ambiental e investigadora Cristina Brito, CHAM – Centro de Humanidades, NOVA FCSH.
Depois do coffe break, às 11h00 começa o segundo painel dedicado à Evolução Técnica e Organização da Baleação. A Baleação e o Estado Novo: Industrialização e Organização Corporativa é apresentado pelo Doutorado em História Francisco Henriques, Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra.
O tema Da Baleação Oceânica à Costeira: A Transição do ‘New England whaleboat’ para o Bote Baleeiro Açoriano tem o contributo de Pedro A. Bicudo, História Marítima-Museu de Marinha, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Depois de almoço, às 14h00, tem início o terceiro painel: Estudos de Caso no Atlântico Lusófono. Sesimbra, Madeira, Açores, Brasil, Cabo Verde e New Bedford. O tema Sesimbra – Vila Baleeira é apresentado por Luís Quinta, fotógrafo e realizador de História Natural, colaborador regular da revista National Geographic.
A Baleação na Madeira: História e Património (1941-1981) tem a colaboração de Ana Nóbrega, diretora do Museu da Baleia da Madeira.
Narrativas no Atlântico: a Baleação nos Açores através dos Olhos dos Viajantes conta com Martinha F. C. Martins, Universidade dos Açores. O tema Companhia da Pescaria das Baleias nas Costas do Brasil: Produção e Mercado de Destino (1765-1776) é apresentado por Marcelo de Oliveira Paz, Universidade de Lisboa, e Diásporas Marítimas no Atlântico: Baleeiros Açorianos e Cabo-verdianos entre as Ilhas e a Nova Inglaterra (séculos XIX e XX) tem a participação de Carmo Daun e Lorena, Universidade NOVA de Lisboa – CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia).
Depois do coffe break da tarde, às 16h30 começa o quarto painel com o tema A Atualidade da Baleação: Indústria, Museus e Conservação. A Indústria de Caça à Baleia Hoje: Noruega é apresentado por Jorge Santos, Norwegian College of Fishery Science – UiT Arctic University of Norway, e segue-se Desafios da Educação Ambiental na Defesa da Biodiversidade do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, por Clarisse Ferreira, Universidade de Aveiro, Departamento de Biologia, CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar).
Às 18h00 começa a Mesa Redonda, Memória e Património.