Presidente da Câmara Municipal de Almada decreta Situação de Alerta

Presidente da Câmara Municipal de Almada decreta Situação de Alerta

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Alerta no município na sequência da evolução da situação de falhas de abastecimento de água no concelho

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, decretou esta quarta-feira o alerta no município na sequência da evolução da situação de falhas de abastecimento de água no concelho, e reforçou as medidas já em curso para garantir o abastecimento à população e aos serviços essenciais.  

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No âmbito do “compromisso de transparência assumido perante os munícipes”, realizou-se esta tarde uma reunião de trabalho com a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), representadas pelos respetivos presidentes, Vera Eiró e Pimenta Machado. O objetivo foi avaliar a situação atual e coordenar soluções técnicas que reforcem a capacidade de resposta do sistema.

Segundo a autarquia, a situação que o concelho enfrenta é “excecional e resulta de um aumento muito significativo do consumo de água, que exerceu uma pressão sem precedentes sobre o sistema de abastecimento”, assim sendo, “é fundamental reduzir rapidamente os consumos para permitir a recuperação dos níveis de segurança dos reservatórios e garantir a continuidade do abastecimento”.

Em nota de Imprensa, a Câmara de Almada aponta que os dados mais recentes demonstram que o consumo médio em Almada ultrapassa os 300 litros por habitante/dia, enquanto a média nacional é de cerca de 180 litros por habitante/dia. Refere ainda que até junho de 2026, o consumo aumentou, em média, 4,3% no concelho, sendo que os maiores aumentos registam-se nas freguesias de Charneca de Caparica: +15,2%, Sobreda/Lazarim: +15,0% e Costa da Caparica: +14,2%.

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“Estamos plenamente conscientes dos transtornos que esta situação está a causar às famílias, às empresas e às instituições. Lamentamos profundamente todos os constrangimentos e agradecemos o sentido de responsabilidade e a colaboração que os almadenses têm vindo a demonstrar”.

Foi decidido como ação imediata o reforço permanente da monitorização do sistema de abastecimento e dos níveis dos reservatórios, reforço das equipas técnicas para a deteção e reparação urgente de fugas e roturas, reforço das equipas de fiscalização para prevenir consumos abusivos, utilizações ilegais de água e desperdícios, garantia do abastecimento aos equipamentos e serviços essenciais, nomeadamente hospitais, centros de saúde, lares, bombeiros e restantes infraestruturas críticas, disponibilização de meios alternativos de abastecimento, incluindo camiões-cisterna, nas zonas onde tal venha a revelar-se necessário e ainda reforço da articulação com municípios vizinhos e com as restantes entidades competentes para assegurar toda a capacidade de resposta disponível.

Outra das medidas é o “corte total do abastecimento em determinadas zonas do concelho, das 22h00 às 06h00”, e, neste contexto, “os munícipes serão informados com a devida antecedência, de modo a organizarem o seu quotidiano da melhor maneira, sendo igualmente avisados sobre possíveis alterações na duração dos cortes”.

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Enquanto vigorar a situação de alerta, serão implementadas restrições ao consumo de água que permitam preservar este recurso essencial para o abastecimento doméstico e para os serviços indispensáveis à população.

Neste âmbito, ficam proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais, designadamente a rega de jardins públicos e privados, e de campos de golfe, a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas, a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares, o funcionamento de fontes ornamentais, lagos artificiais e outros elementos de uso estético de água, lavagem de pavimentos exteriores, logradouros, paredes e telhados, com exceção de intervenções de conservação do edificado, assim como outras utilizações recreativas ou não indispensáveis.  

Está igualmente a ser avaliada a necessidade de adotar medidas adicionais de redução de consumos, incluindo a “suspensão temporária de atividades ou equipamentos municipais particularmente consumidores de água, caso tal se revele necessário para acelerar a recuperação do sistema”.

“Os SMAS de Almada e a Câmara Municipal continuarão a acompanhar permanentemente a evolução da situação, divulgando informação regular sobre o estado do sistema, as medidas em vigor e eventuais alterações ao funcionamento do abastecimento”.

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