Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China. A 7.ª Cimeira de Líderes de Empresas Multinacionais de Qingdao reuniu mais de 300 executivos de 44 países e regiões, resultando na assinatura de 57 projetos de cooperação, incluindo 20 investimentos estrangeiros avaliados em 2,56 mil milhões de dólares. O encontro destacou o aprofundamento da integração entre empresas multinacionais e a economia chinesa, num contexto marcado pelo início da implementação do 15.º Plano Quinquenal da China.
A 7.ª Cimeira de Líderes de Empresas Multinacionais de Qingdao, considerada o principal evento da China dedicado às empresas multinacionais, reuniu 322 dirigentes empresariais provenientes de 44 países e regiões. Durante o encontro foram assinados 57 projetos de cooperação considerados estratégicos, dos quais 20 correspondem a investimentos estrangeiros, num montante global de 2,56 mil milhões de dólares.
Segundo os participantes, o conceito de “cocriação” foi um dos temas centrais da cimeira, refletindo a evolução da relação entre as empresas multinacionais e a China. De acordo com as intervenções realizadas, a cooperação deixou de estar centrada apenas na produção e comercialização para passar a abranger áreas como a inovação tecnológica, o desenvolvimento de ecossistemas industriais e a criação conjunta de valor.
No ano em que a China inicia a implementação do seu 15.º Plano Quinquenal, diversas empresas multinacionais manifestaram a intenção de reforçar a sua presença no país, assumindo-se como parceiras no processo de desenvolvimento económico e tecnológico.
Os responsáveis empresariais destacaram ainda que a dimensão do mercado chinês, a sua cadeia industrial integrada e o ambiente de cooperação aberta continuam a constituir fatores determinantes para a otimização dos recursos globais e para a expansão internacional das empresas.
A cimeira evidenciou igualmente o papel da inovação como um dos principais motores da cooperação. De acordo com um relatório apresentado durante o evento, a China dispõe atualmente do maior mercado mundial de aplicações tecnológicas, de um ecossistema industrial abrangente e de uma ampla diversidade de cenários de inovação, fatores que reforçam a sua atratividade junto dos investidores internacionais.
Os participantes salientaram também que a contínua abertura da economia chinesa contribui para criar um ambiente estável e previsível para o investimento estrangeiro. Entre janeiro e abril deste ano, foram criadas mais de 20 mil novas empresas com capital estrangeiro na China, representando um aumento de 6,8% face ao mesmo período do ano anterior.
Para os organizadores e participantes da cimeira, estes indicadores demonstram que a China continua a desempenhar um papel relevante na economia mundial, sendo considerada por muitas empresas multinacionais um mercado estratégico para o desenvolvimento dos seus projetos de longo prazo.
A evolução da relação entre as empresas internacionais e a China, descrita pelos participantes como uma transição de “entrar na China” para “enraizar-se na China” e, posteriormente, “cocriar com a China”, foi apontada como um reflexo do aprofundamento da cooperação económica e industrial entre o país e os investidores estrangeiros.