Pedro Felício assume direção da ESE e aponta subfinanciamento como principal desafio

Pedro Felício assume direção da ESE e aponta subfinanciamento como principal desafio

Pedro Felício assume direção da ESE e aponta subfinanciamento como principal desafio

Novo diretor assume o lugar de João Pires que hoje tomará posse como diretor na escola de Sines

Pedro Felício tomou ontem posse como diretor da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), numa cerimónia realizada no auditório da escola e que contou com a presença da presidente do IPS, Ângela Lemos e da vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago.

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No discurso de tomada de posse, Pedro Felício centrou parte da sua intervenção nos desafios que atualmente se colocam ao ensino superior. “Vivemos tempos difíceis no ensino superior”, afirmou, apontando o “subfinanciamento crónico” como um dos principais constrangimentos enfrentados pelas instituições.

O antigo subdiretor deixou também uma palavra de reconhecimento ao diretor cessante, João Pires, com quem trabalhou nos últimos quatro anos, desejando-lhe “o maior sucesso nas novas funções”.

O novo diretor agradeceu igualmente aos elementos que o acompanharão na nova direção, destacando “a disponibilidade, compromisso e a confiança que depositaram no projeto”.

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Referindo-se aos subdiretores que ontem também tomaram posse, sublinhou a importância da experiência de Ana Cristina Figueira, “cuja vasta experiência na direção da ESE será crucial para dar resposta a constantes desafios”, e destacou a disponibilidade de Fernando Santos, que encara estas funções pela primeira vez, elogiando “a coragem de aceitar um novo desafio, com total disponibilidade”.

Também João Pires, aproveitou a cerimónia para fazer um balanço dos quatro anos à frente da ESE. O diretor cessante classificou o mandato como particularmente exigente e afirma que se tratou de “um período particularmente difícil, pautado por auscultação da comunidade, promoção do diálogo e da tomada de decisões”.

João Pires considerou ainda impossível analisar os últimos anos sem abordar o impacto das políticas nacionais para o setor.

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“Não é possível falar destes quatro anos sem referir o impacto que as políticas educativas nacionais tiveram e continuam a ter nas instituições de ensino superior”, afirmou, apontando em particular “o subfinanciamento crónico” por parte do Estado Português. Segundo explicou, esta falta de financiamento representa “uma perda real de capacidade financeira na ordem dos 18%”, situação que considera “um constrangimento ao desenvolvimento do ensino público”.

Dirigindo-se ao novo diretor, deixou uma palavra de agradecimento pelo trabalho desenvolvido ao seu lado nos últimos anos e enalteceu “a coragem e a dedicação à causa pública” demonstradas por Pedro Felício.

A presidente do IPS, Ângela Lemos, destacou igualmente o trabalho desenvolvido por João Pires, que considerou ter exercido as funções “com elevado sentido de responsabilidade institucional, profundo conhecimento da escola e uma dedicação permanente à comunidade académica”.

Relativamente ao novo diretor, elogiou a visão apresentada no programa de ação que sustentou a sua candidatura, considerando tratar-se de “um programa que conhece o caminho percorrido, mas que simultaneamente identifica as prioridades e estratégias para os próximos anos”.

Tal como os diretores, Ângela Lemos aproveitou também para alertar para as dificuldades que continuam a marcar o ensino superior. “Vivemos numa realidade marcada pelo subfinanciamento no ensino superior público”, afirmou, referindo tratar-se de “uma situação que continua a causar fortes constrangimentos à capacidade de resposta das instituições”.

A sessão contou ainda com uma intervenção de Carla Figueiredo, presidente do Conselho de Representantes da ESE, que deixou palavras de apreço ao diretor cessante e desejou sucesso a Pedro Felício e à nova equipa diretiva.

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