Carlos André: “É o reflexo de muito esforço, dedicação e compromisso”

Carlos André: “É o reflexo de muito esforço, dedicação e compromisso”

Carlos André: “É o reflexo de muito esforço, dedicação e compromisso”

Carlos André, diretor desportivo do Vitória FC, fica para a história como um dos principais rostos por detrás do êxito de 2025/26, época em que o emblema sadino se despede dos distritais com os títulos de campeão e da Taça da Associação de Futebol de Setúbal (AFS). O trajeto invencível feito no campeonato e a conquista da Taça no passado domingo não foram obra do acaso, vincou o homem responsável pela gestão do futebol sénior dos setubalenses.

“A conquista do campeonato e da Taça AFS é o reflexo de muito esforço, dedicação e compromisso”, escreveu no seu Instagram em jeito de balanço da temporada, considerando a ‘dobradinha’ “um momento que ficará para sempre na história e na memória de todos os que contribuíram para esta caminhada incluindo os sócios, adeptos e simpatizantes que encheram sempre os estádios”.

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O antigo atleta dos vitorianos, de 44 anos, que fez quase toda a sua formação no clube e chegou, em 2001/02 a integrar o plantel principal, confessa que os três anos que leva como diretor “foram muito especiais”. “Tive o privilégio de regressar a casa e assumir a gestão do futebol de um clube enorme, com adeptos enormes e exigentes, como a sua história assim o exige. Uma exigência que nos desafia diariamente a crescer, evoluir e procurar sempre mais”.

Na publicação que fez, Carlos André revelou a meta que tinha traçado quando assumiu as funções atuais no clube. “Esta época representou o culminar de um objetivo que defini para mim próprio desde o primeiro dia: ajudar a devolver o Vitória FC ao lugar que merece (ainda faltam três escalões mas vai la chegar)”, escreveu em alusão ao desejo de, depois da subida ao campeonato de Portugal, ver o clube regressar à I Liga.

O setubalense, irmão do atual treinador Paulo Martins, sublinha que no seu pensamento esteve sempre o desejo de dignificar o símbolo que traz ao peito. “Fomos construindo esse caminho com trabalho, respeito pela competição, pelos adversários e por todos os clubes que encontrámos ao longo destas três épocas, todos obrigaram a que fossemos melhores a cada dia. Porque só assim poderíamos honrar a grandeza do nosso clube”.

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O sucesso só foi possível graças a todas as pessoas que nos últimos anos passaram pelo Bonfim, realça. “Tenho um orgulho enorme em todos os jogadores, equipas técnicas e restantes elementos que passaram por este projeto ao longo destes três anos. Cada um deixou a sua marca e ajudou a construir aquilo que hoje celebramos. Mais do que resultados, ajudaram a reforçar aquilo que significa representar o Vitória FC”.

O dirigente faz questão de lembrar os que estiveram ao seu lado no Vitória, tanto nos nacionais como nos últimos dois anos nos distritais. “Não sou de memória curta e, por isso, este momento não me permite olhar apenas para esta época. Recordo e agradeço a todos os que fizeram parte deste percurso desde o primeiro dia, porque este sucesso pertence a cada um deles, vocês jogadores ficaram marcados a todas estas conquistas”.

“Símbolo que todos amamos”

Carlos André, que antes de assumir em Setúbal as funções atuais tinha estado ao serviço do Oriental Dragon e Amora, não tem dúvidas em considerar os atletas as principais figuras da época. “Obrigado a todos os obreiros desta conquista. E uma palavra muito especial para os jogadores, porque são eles que nos representam dentro das quatro linhas e são eles que carregam a responsabilidade de defender o símbolo que todos amamos”.

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Apesar da felicidade pelo momento atual, o diretor desportivo já pensa no futuro e mostra-se otimista no que está por vir, deixando a promessa de dedicação máxima em prol do Vitória. “Hoje fica a felicidade pelas conquistas alcançadas, o orgulho pelo caminho percorrido e a certeza de que há momentos que ninguém nos poderá retirar. O futuro escrever-se-á como sempre se escreveu: com ambição, trabalho e paixão”, escreveu, finalizando com a frase tantas vezes entoada pelos adeptos ao longo da temporada em todos os jogos: “A nossa Paixão não tem divisão”.

Depois de na temporada transata ter contribuído para a subida da II à I Divisão e de, em 2023/24, ter conseguido em campo a promoção do Campeonato de Portugal à Liga 3 (não foi consumada por questões administrativas), Carlos André, que envergou a camisola sadina entre 1993/94 e 2000/01, faz, com a promoção desta época (e a conquista da Taça AFS), três subidas de divisão consecutivas pelo Vitória.

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