Plataforma teme “via verde” para megacentrais solares em Santiago do Cacém

Plataforma teme “via verde” para megacentrais solares em Santiago do Cacém

Plataforma teme “via verde” para megacentrais solares em Santiago do Cacém

Estrutura sublinhou que, pela “proximidade a Sines e as suas características territoriais e sociais”, este território “tornou-se nos últimos anos um potencial a sacrificar”

A plataforma Renovar Santiago do Cacém, alertou esta segunda-feira para o risco de o plano anunciado pelo Governo para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis se poder transformar numa “via verde” para megacentrais solares.

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Em comunicado, a plataforma cidadã manifestou preocupação relativamente ao Plano Setorial para as Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), recentemente anunciado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

“Preocupa-nos que o PSZAER venha a constituir uma ‘via verde’ para a implementação [das] megacentrais fotovoltaicas” previstas para o concelho de Santiago do Cacém, argumentou a subscritora do comunicado.

Esta plataforma cidadã candidatou-se, com o apoio do Bloco de Esquerda (BE), Livre e PAN – Pessoas – Animais – Natureza, ao Município de Santiago do Cacém, nas eleições autárquicas de outubro de 2025, tendo elegido um deputado na Assembleia Municipal.

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Segundo a Renovar Santiago do Cacém, o PSZAER foi criado “para identificar áreas de menor sensibilidade ambiental e social, com vista a permitir um licenciamento simplificado e acelerado de projetos de energia solar e eólica, em cumprimento com a diretiva europeia RED III”.

A mesma entidade avançou que estão em consulta a proposta do Programa Setorial, com o “Mapa Verde” desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), que identifica “cerca de 7% do território nacional como tendo elevado potencial para a instalação de energia solar”, e também o relatório da Avaliação Ambiental Estratégica.

A plataforma teme que, com este plano, os investimentos previstos nesta área alentejana possam ser aprovados “sem transparência [e] sem regras, passando por cima da forte contestação popular e dos seus brutais impactos ecológico, social e económico”.

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No caso de Santiago do Cacém, a estrutura sublinhou que, pela “proximidade a Sines e as suas características territoriais e sociais”, este território “tornou-se nos últimos anos um potencial a sacrificar”.

Em causa estão duas megacentrais fotovoltaicas nas freguesias de São Domingos e Vale de Água, ocupando uma área de “1.260 hectares”, e de “Cercal do Alentejo (394 hectares)”, apontou.

Para a Renovar Santiago do Cacém, estes projetos correspondem “a um modelo de produção centralizado e de maximização do lucro, feito à medida das novas necessidades energéticas dos grandes interesses industriais”.

Por isso, a plataforma apelou à Câmara de Santiago do Cacém para que esta se “pronuncie de forma clara contra a implementação de megacentrais no território” e defina “zonas de instalação fotovoltaica, privilegiando solos improdutivos, telhados, zonas cobertas ou espelhos de água”. 

No mesmo comunicado, a plataforma lançou ainda o repto para que a câmara e juntas de freguesia do concelho promovam “sessões públicas de esclarecimento e processos abertos e transparentes, no processo de consulta pública aos cidadãos, que se prevê iniciar no próximo mês” de junho.

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