Pai de irmãos franceses abandonados em Alcácer com visitas limitadas

Pai de irmãos franceses abandonados em Alcácer com visitas limitadas

Pai de irmãos franceses abandonados em Alcácer com visitas limitadas

Dois suspeitos de deixarem as crianças naquele local, a mãe, de 41 anos, e um homem, de 55, foram detidos pela GNR na quinta-feira

Os dois irmãos franceses de 4 e 5 anos abandonados junto a uma estrada na zona de Alcácer do Sal residiam com a mãe e o pai tinha direito de visita limitado e supervisionado.

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“As crianças residiriam com a mãe em França”, pode ler-se num comunicado enviado pelo Conselho Superior de Magistratura (CSP), assinado pelo juiz presidente do Tribunal Judicial de Setúbal, António José Fialho.

Na nota, o juiz desembargador acrescentou que, das informações recolhidas no processo, “os pais se encontram separados, dispondo o pai de um direito de visita limitado e supervisionado”.

Na terça-feira, por volta das 19 horas, os dois irmãos, de nacionalidade francesa, foram encontrados por um popular quando se encontravam sozinhos e a vaguear junto à Estrada Nacional 253 (EN253), na zona do Monte Novo do Sul, entre Comporta e Alcácer do Sal.

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Os dois suspeitos de deixarem as crianças naquele local, a mãe, de 41 anos, e um homem, de 55, foram detidos pela GNR na quinta-feira, quando se encontravam na esplanada de um café situado nas imediações da cidade de Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que está previsto que hoje à tarde, em princípio às 14:00, a mulher e o homem, suspeitos dos crimes de “violência doméstica e de exposição e abandono” das duas crianças, sejam presentes a primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Setúbal.

No comunicado desta sexta-feira do CSM, o juiz desembargador do Tribunal de Setúbal recordou que, após a “pronta intervenção” da GNR para garantir a proteção destas crianças”, quando foram encontradas, foi instaurado um procedimento urgente de proteção a favor dos dois irmãos pelo magistrado do Ministério Público (MP) junto do Juízo de Família e Menores de Santiago do Cacém.

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Na sequência desse pedido a juíza titular do Juízo de Família e Menores de Santiago do Cacém determinou o acolhimento familiar das crianças, “o qual veio a ser concretizado após a alta hospitalar” dos menores, que tinham sido transportados para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

A mesma juíza “decidiu ainda realizar um conjunto de diligências junto da autoridade central portuguesa e da Embaixada de França, considerando a nacionalidade das referidas crianças e a circunstância dos elementos recolhidos até este momento indiciarem que as mesmas teriam residência habitual naquele país”, pode ler-se.

Segundo o Tribunal de Setúbal, “caberá às autoridades judiciárias francesas, através dos mecanismos de cooperação judiciária, iniciar o processo de regresso das crianças ao Estado da residência habitual”, ou seja, “os tribunais franceses são internacionalmente competentes para decidir sobre medidas de proteção definitivas e sobre as responsabilidades parentais”.

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