Remoção de material rochoso, remoção de vegetação e limpeza de taludes são as principais intervenções dos trabalhadores
As obras de remoção do material rochoso desprendido da encosta da Praia da Figueirinha começaram esta terça-feira e visam permitir a reabertura condicionada da via no final do mês.
A intervenção, financiada pela Câmara Municipal de Setúbal, pretende dar início à reparação dos danos provocados pela tempestade Kristin. Durante a execução dos trabalhos, a circulação permanece interdita a veículos e peões por razões de segurança.
Os trabalhos em curso incluem a limpeza dos taludes e das redes dinâmicas de contenção na Praia da Figueirinha, abrangendo a remoção de vegetação, de pequenos blocos rochosos soltos e a contenção de cabos.
Segundo a autarquia, a intervenção deverá “criar as condições para reabrir a circulação rodoviária numa via da faixa da rodagem, mantendo uma área de segurança junto do talude, o que permitirá que os banhistas possam aceder à Praia da Figueirinha em transporte público”, lê-se em informação enviada a O SETUBALENSE.
Paralelamente, a Câmara Municipal de Setúbal está a desenvolver projetos com vista à realização, após o final da época balnear, de trabalhos de estabilização nos restantes taludes afetados pela tempestade Kristin, com o objetivo de recuperar a faixa viária e repor e reforçar as redes dinâmicas instaladas nas encostas.
A circulação na Rua Círio da Arrábida está interdita desde o início de fevereiro a veículos e peões, no troço compreendido entre o acesso ao Hospital do Outão e a Praia da Figueirinha, devido à instabilidade registada na encosta da Serra da Arrábida.
De acordo com a informação divulgada, os fenómenos climatéricos extremos associados à tempestade Kristin provocaram a queda de blocos rochosos e detritos, situação que originou o colapso estrutural das barreiras dinâmicas superiores.
O excesso de carga resultou na deformação dos pilares de suporte e das redes, que, ao cederem, sobrecarregaram o sistema de retenção do nível inferior. A situação, explica a autarquia, criou um risco iminente de rotura total em cascata e de projeção de blocos sobre a via, colocando em causa a segurança rodoviária e a integridade física de pessoas e bens.