Parque Empresarial, Logístico e Industrial de Grândola em consulta pública até julho

Parque Empresarial, Logístico e Industrial de Grândola em consulta pública até julho

Parque Empresarial, Logístico e Industrial de Grândola em consulta pública até julho

Documento indica que a fase de construção, incluindo os edifícios, têm uma duração estimada de cerca de 10 anos, decorrendo de forma faseada

A proposta de implantação do Parque Empresarial, Logístico e Industrial (PELI) em Grândola, num investimento total de 468 milhões de euros, está em consulta pública até 2 de julho.

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O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) referente ao projeto, promovido pela Terra Kappa, elaborado em fase de estudo prévio, está em fase de consulta pública até esse dia, no Portal Participa, indicou hoje esta plataforma.

De acordo o Resumo Não Técnico do EIA, consultado pela agência Lusa no Participa, o futuro parque será implantado numa área de 133,1 hectares, na União das Freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra, no concelho de Grândola. 

O projeto está classificado como Projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN) e localiza-se no limite norte do concelho, junto à divisão administrativa com o concelho de Alcácer do Sal, entre o Itinerário Complementar 1 (IC1), a Estrada Nacional 120 (EN120) e a via ferroviária Linha do Sul.

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O PELI define sete grandes parcelas de terreno (macrolotes) para instalação de atividades de logística e industriais, duas parcelas para a instalação de equipamentos e do edifício da administração, incluindo restauração, creche e hotel, posto de primeiros socorros e bombeiros.

Prevê ainda uma parcela para um parque de estacionamento público para veículos ligeiros, sendo os lugares cobertos por painéis fotovoltaicos, uma parcela para um cais ferroviário e outra parcela destinada ao parqueamento de pesados.

Estão ainda previstas vias de circulação, espaços verdes, uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), depósitos de água, subestação elétrica e um novo acesso desnivelado ao IC1.

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Segundo o EIA, os usos previstos “são fundamentalmente o logístico (80%) e o industrial (20%)”.  

O investimento em infraestruturas está estimado em cerca de 40 milhões de euros, sendo o investimento total esperado no parque de 468 milhões de euros.

O documento indica que a fase de construção, incluindo os edifícios, têm uma duração estimada de cerca de 10 anos, decorrendo de forma faseada. 

“As obras de urbanização terão uma duração estimada de dois anos”, muito em parte devido à construção do “nó desnivelado com o IC1” e “as obras de cada lote terão uma duração entre um e dois anos”, dependendo da respetiva comercialização, pode ler-se.

Os promotores estimam que, na fase de construção das infraestruturas gerais e, posteriormente, das infraestruturas e dos edifícios de cada lote, possam ser criados entre 50 a 70 postos de trabalho, com caráter temporário.

Segundo o documento, o volume de emprego direto e indireto só será definido em função das atividades que se instalarem no PELI.

No entanto, as infraestruturas estão dimensionadas para cerca de 1.000 utilizadores diários, pode ler-se. 

Do ponto de vista ambiental, o EIA identifica a desflorestação de cerca de 111,4 hectares, predominantemente de povoamento de pinheiro-bravo, e inclui ainda o abate de 28 sobreiros isolados, sujeito a autorização própria.

Entre os principais impactes negativos apontados no documento contam-se a destruição e impermeabilização do solo, a diminuição da recarga do aquífero, a alteração do coberto vegetal e as alterações na paisagem. 

Como medidas de minimização, o documento prevê restrições à circulação de maquinaria, proteção dos solos e tratamento e armazenamento adequado de resíduos.

O EIA propõe ainda a implementação de programas de monitorização dos recursos hídricos subterrâneos e superficiais, medidas para aves insetívoras e morcegos e de regeneração ecológica.

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