Secretário-geral do PS esteve esta quarta-feira na cidade e teve a oportunidade de aprender a fazer um ‘cocktail’
Para José Luís Carneiro “o modo do País produzir mais riqueza, enfrentar o desafio tecnológico, da inteligência artificial e da transição digital” é “garantir formação aos mais jovens e garantir formação aos adultos”.
O secretário-geral do PS falava na manhã desta quarta-feira durante uma visita à Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Setúbal (EHTS), no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional.
Focado no ensino profissional, o líder dos socialistas percorreu a escola, visitando as várias salas do estabelecimento de ensino e teve a oportunidade de conversar com alguns dos alunos da instituição.
No dia em que também se celebra o Dia Mundial do Cocktail, José Luís Carneiro esteve no bar da EHTS e, além de provar com ‘cocktail’ confecionado e servido pelos alunos da escola, ‘saltou’ para trás do balcão e teve a oportunidade de aprender uma das tarefas ensinadas aos estudantes. A manhã terminou com uma palestra aos jovens.
Focado na agenda nacional o Carneiro foi questionado sobre a reforma laboral admitiu ainda não terem existido conversações com o PSD, mas criticou a forma como o Governo está a conduzir todo o processo. “O Governo apareceu há dias, de uma forma muito atabalhoada e durante meses, com uma proposta de contrarreforma laboral, mas com o argumento que era para fazer face à competitividade e à produtividade da economia. A melhor forma de nós enfrentarmos o problema da produtividade e da competitividade da economia portuguesa é mesmo apostar na formação das jovens gerações e formar os trabalhadores”.
Adiantou que “é preciso que o Governo saiba o que quer fazer agora”, mas voltou a lembrar o motivo da visita ao estabelecimento de ensino. “Nós temos alguma falta de leis? Nós aprovámos uma lei em 2023. Então estamos a falar do quê? Da agenda de quem? Não é da agenda do Partido Socialista. A agenda do PS é formação, qualificação, educação da população adulta, compatibilização do ensino profissional com a articulação com o ensino superior, politécnico e universitário”.
No dia anterior André Ventura tinha dito que José João Abrantes, presidente do Tribunal Constitucional, renunciou ao cargo por pressão do Partido Socialista, um assunto que o secretário-geral do partido vermelho desvalorizou: “o Dr. André Ventura diz cada coisa, não cabe na cabeça de ninguém”. Voltou então a reforçar a preocupação com o ensino profissional, e que “os 140 mil jovens que não estudam nem trabalham podem contar com o PS”.
“Haverá maior reforma do que preparar os seres humanos para com as suas capacidades, as suas qualidades. Não há forma de prepararmos melhor o país, de reformarmos mais o país, do que alterar mesmo o que está aqui dentro”, disse ainda.