“Esta é uma das obras mais importantes, é a segunda em que fazemos maior investimento”, explicou a ministra Maria da Graça Carvalho
As obras de reposição das areias das praias da Costa da Caparica, no concelho de Almada, vão estar concluídas a tempo do início da época balnear previsto para o dia 01 de junho, assegurou hoje a ministra do Ambiente.
“Estamos muito felizes porque estamos a conseguir fazer as obras de recuperação a tempo da época balnear. Esta é uma das obras mais importantes, é a segunda em que fazemos maior investimento”, explicou a ministra Maria da Graça Carvalho.
A governante falava durante a visita que fez hoje à empreitada de alimentação artificial das praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica, uma intervenção da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Administração do Porto de Lisboa (APL).
Os trabalhos contemplam a alimentação da praia emersa, num troço de 3,9 quilómetros (entre a Praia de São João da Caparica e a Praia da Saúde), com um volume total de 1 000 000 m3, e implicam um investimento de 10 milhões de euros financiados por fundos europeus – Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade (PACS), pelo Fundo Ambiental e por investimento da Administração do Porto de Lisboa.
“Se não fosse esta obra de enchimento com areia não iríamos ter praia. Aqui já temos uma extensão de areia de grande qualidade e, portanto, a época balnear pode começar porque vamos ter uma praia maravilhosa como esta região merece”, disse a ministra, assegurando que tudo está a ser feito para que no dia 01 esteja tudo pronto nas 10 praias onde está a ser feita a intervenção.
Maria da Graça Carvalho explicou que em muitas regiões do País estão a ser feitas intervenções semelhantes, num investimento de 174 milhões de euros.
Esta intervenção na Costa da Caparica, sendo uma obra de proteção costeira, tem como objetivo a proteção de pessoas e bens, através da melhoria das condições de estabilidade da linha de costa, da redução da vulnerabilidade ao galgamento/inundação costeira e da proteção de obras de engenharia costeira pesada existentes, tais como a obra longitudinal aderente e os esporões.
A solução encontrada, segundo a ministra do Ambiente e Energia, terá uma durabilidade até sete anos.
Esta obra integra ainda o desenvolvimento de ações de monitorização, restauro do cordão dunar das praias da Cova do Vapor e de São João da Caparica e o acompanhamento sistemático da operação de alimentação.
Ontem está estava concluída a alimentação artificial dos troços norte e centro da Praia de São João da Caparica, estando a frente de obra neste momento localizada no setor sul desta praia.
“Estamos a proteger toda a orla costeira, estamos a evitar perder areia e terreno para o mar. Esta região, desde 1958, tem perdido sucessivamente terreno para o mar, mas além disso, estamos a dar bem-estar às pessoas e a quem cá vive e a quem visita e à economia, que é essencial, porque o turismo em Portugal é cerca de 15% do Produto Interno Bruto e muito do turismo existe porque existe praia”, sustentou a ministra.
Também presente na visita, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente explicou que a areia está a ser retirada de um canal de entrada do rio Tejo, a cerca de 30 metros de profundidade, e depois transportada por uma draga que a devolve à praia.
As praias que estão a ser alimentadas com areias vão crescer até 40 metros de largura.
“Entre os anos 50 e atualmente, o mar já avançou cerca de 250 metros e esta é a melhor forma, a mais natural, de nos proteger de mitigar a erosão costeira”, disse José Pimenta Machado, adiantando que esta zona já teve quatro intervenções destas desde os anos 50.
A empreitada de reposição das areias nas praias da Costa da Caparica e São João da Caparica estava suspensa desde novembro “por ausência de condições meteorológicas que possibilitassem garantir a segurança dos trabalhos e os objetivos propostos”, tendo sido retomada em abril.