Duras críticas ao pacote laboral do Governo estiveram no centro da manifestação
Milhares de pessoas participaram, na passada sexta-feira, na manifestação do 1.º de Maio promovida pela CGTP-IN, marcada pelo anúncio de uma nova greve geral para o próximo dia 3 de junho. A informação foi avançada por Luís Leitão, coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, durante o comício final na Avenida Luísa Todi.
No discurso de encerramento, Luís Leitão classificou a jornada como uma “grande expressão do mundo do trabalho”, sublinhando a adesão significativa à iniciativa.
Durante a intervenção, foram também deixados alertas a diferentes entidades. Dirigindo-se a Bernardo Cabral, da Junta de Freguesia do Poceirão, afirmou que este “pode utilizar tesouras para cortar a nossa propaganda, mas não nos cortará a raiz do nosso pensamento”.
Já relativamente à administração da Hanon, acusou a empresa de ter recorrido à GNR para “intimidar os trabalhadores em luta”, anunciando uma ação de protesto, em frente à porta da empresa, para a próxima quarta-feira.
O dirigente sindical deixou ainda duras críticas ao atual pacote laboral, afirmando que “o que este Governo está a fazer é um dos maiores ataques de sempre aos trabalhadores”.
Também Maria João, representante da Interjovem, discursou no final do protesto, deixando duras críticas ao pacote laboral e incentivando os jovens a continuar “a luta que não pode parar” e a estarem presentes na greve geral, marcada para dia três do próximo mês.
A manifestação teve início pelas 15 horas, na Praça do Brasil, seguindo em desfile até à Avenida Luísa Todi, onde terminou com intervenções sindicais. Ao longo do percurso, fizeram-se ouvir palavras de ordem em defesa dos direitos dos trabalhadores, num ambiente de forte mobilização.
A manifestação na cidade integrou as comemorações do Dia do Trabalhador, reforçando a contestação sindical ao pacote laboral que continua em fase de negociação.