Política de tarifa zero da China reforça cooperação económica com África

Política de tarifa zero da China reforça cooperação económica com África

Política de tarifa zero da China reforça cooperação económica com África

Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China. Medida abrange todos os países africanos com relações diplomáticas com Pequim e visa impulsionar comércio, investimento e desenvolvimento no continente

A China iniciou, a 1 de maio, a aplicação de uma política de tarifa zero para produtos provenientes de países africanos, alargando o regime a 20 economias que não integram o grupo dos menos desenvolvidos e garantindo, assim, cobertura total aos 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.

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A medida permite a entrada no mercado chinês, sem tarifas, de uma vasta gama de produtos, incluindo cacau da Costa do Marfim e do Gana, café e abacates do Quénia, bem como citrinos e vinho da África do Sul.

A iniciativa dá continuidade a uma política iniciada em dezembro de 2024, quando a China passou a aplicar tarifas zero a 100% das linhas tarifárias de produtos oriundos de 33 países africanos menos desenvolvidos. Desde então, bens como rosas da Etiópia, café de Angola e ananases do Benim passaram a integrar o consumo no mercado chinês, contribuindo para o aumento do rendimento dos produtores africanos.

De acordo com dados recentes, o comércio entre a China e África cresceu 17,7% em 2025 face ao ano anterior, consolidando a posição da China como principal parceiro comercial do continente pelo 17.º ano consecutivo.

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A nova fase da política representa, por um lado, um mecanismo transitório no âmbito das negociações de acordos de parceria económica com países africanos que ainda não concluíram entendimentos formais com Pequim. Por outro, estabelece uma diferenciação entre países menos desenvolvidos e os restantes, mantendo os benefícios já existentes e alargando-os aos novos participantes.

Os produtos que cumpram as regras de origem e os requisitos sanitários e fitossanitários chineses passam a beneficiar imediatamente da isenção tarifária, facilitando o acesso ao mercado e reduzindo custos comerciais.

Analistas consideram que a medida poderá ajudar os países africanos a enfrentar desafios económicos num contexto global marcado por tensões geopolíticas, promovendo o aumento das exportações e a atração de investimento estrangeiro. A política, sem condicionalismos políticos associados, é vista como um instrumento de reforço da confiança económica.

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A iniciativa deverá igualmente incentivar a instalação de unidades de transformação no continente africano, promovendo a industrialização e a modernização agrícola, ao permitir que produtos sejam processados localmente antes de exportação para a China.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou a iniciativa chinesa, apelando a que outras economias desenvolvidas adotem medidas semelhantes para apoiar o desenvolvimento africano.

Para o mercado chinês, a política traduz-se numa maior oferta de produtos estrangeiros a preços competitivos, respondendo à procura por bens diversificados. Já para as empresas chinesas, a redução de custos de importação poderá facilitar o investimento e a cooperação ao longo das cadeias de abastecimento.

Num contexto de interdependência crescente, a iniciativa é apontada como um passo relevante no aprofundamento das relações económicas entre a China e África, com potencial impacto positivo na economia global.

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