Negócio de fusão da Galp com Moeve será avaliado pela Comissão Europeia

Negócio de fusão da Galp com Moeve será avaliado pela Comissão Europeia

Negócio de fusão da Galp com Moeve será avaliado pela Comissão Europeia

As empresas anunciaram um acordo para avançar com a integração dos seus negócios de refinação e processamento de petróleo

A concentração da Galp e da espanhola Moeve (antiga Cepsa) passará pelo crivo da Comissão Europeia, tendo em conta o volume de negócios superior a cinco mil milhões de euros, afirmou hoje o presidente da Autoridade da Concorrência.

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Em audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial, Nuno Cunha Rodrigues disse que, a concretizar-se, com base no volume de negócios superior a cinco mil milhões de euros, a operação seja analisada por Bruxelas que “atuará de forma firme” se entender que põe em causa a concorrência.

“Admito que operação seja analisada pela Comissão Europeia, considerando os números e as empresas envolvidas, mas a Comissão Europeia, estou certo disso, atuará de forma firme se verificar que há alguns entraves concorrenciais que se criam em consequência da projetada operação”, afirmou a responsável em resposta ao deputado do Chega Filipe Melo.

Em 8 de janeiro, a Galp e a Moeve anunciaram um acordo para avançar para a potencial integração dos seus negócios de refinação e processamento de petróleo (‘downstream’) na Península Ibérica, criando duas plataformas energéticas europeias: uma industrial e outra focada na mobilidade.

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Na segunda-feira, questionado sobre a evolução da negociação para a fusão e ativos com a Moeve, o co-CEO da Galp, João Diogo Marques da Silva, disse à Lusa que não há nenhum ponto particularmente “mais difícil”, embora admita que o calendário é apertado.

“Não quero dizer que seja um calendário fácil, é um calendário apertado, mas nós em meados deste ano mantemos a intenção de ter o ‘signing’ [assinatura] desta transação”, acrescentou.

Questionados sobre as críticas de que a operação com a Moeve possa colocar em causa a soberania ou independência energética nacional caso a refinaria de Sines passe para mãos espanholas, a Co-CEO, Maria João Carioca, disse que a Galp tem ouvido “os dois lados”.

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“A melhor maneira de assegurar soberania é garantir que a prazo os ativos estão bem mantidos, desenvolvidos, com a transição energética feita em boas condições”, defendeu.

Segundo Maria João Carioca, a discussão deve ser vista como “uma conversa de futuro, de investimento”, num contexto em que a Europa reconhece cada vez mais a importância de escala, flexibilidade e investimento.

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