Comissões de utentes da região pedem melhores condições de Saúde em manifesto 

Comissões de utentes da região pedem melhores condições de Saúde em manifesto 

Comissões de utentes da região pedem melhores condições de Saúde em manifesto 

Comunicado assinado por 12 organizações de utentes dos serviços públicos surge de um encontro no passado sábado

Segurança Social, Saúde, Educação, Justiça, Segurança, Abastecimento de Água, Recolha de Resíduos, Comunicações, Transportes, Cultura e Desporto. São estas as áreas que as várias comissões de utentes da região consideram estar a ser “alvo constante dos ataques das políticas de direita que, permanentemente, têm colocado à prova a sua existência e universalidade”.

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A informação consta num manifesto assinado por 12 organizações da Península de Setúbal depois de uma reunião, realizada no passado sábado, em Pinhal Novo, concelho de Palmela. São elas a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Almada, Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal, Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul, Comissão Representativa dos Utentes dos Serviços Públicos de Saúde da Quinta do Conde, Comissão de Utentes de Pinhal Novo, Comissão de Utentes da Saúde de Setúbal, Comissão de Utentes da Saúde do Montijo, Comissão de Utentes de Serviços Públicos do Concelho de Sesimbra, Comissão de Utentes da Saúde do Bairro dos Marinheiros, Comissão de Utentes da Saúde de Palmela e Movimento dos Utentes de Serviços Públicos.

Os cuidados de saúde são um tema em grande destaque no documento, enviado à redação d’O SETUBALENSE, sendo que o gripo considera que a “falta de resposta adequada de cuidados de Saúde na Península de Setúbal (que tem o PIB per capita mais baixo de Portugal), não só agrava desigualdades, como compromete a confiança da população no Serviço Nacional de Saúde”.

Além da falta de médicos nas unidades de saúde referem ainda que “a mortalidade infantil na Península de Setúbal é superior à média nacional; partos realizados em ambulâncias, devido ao reencaminhamento das grávidas para o Hospital Garcia de Orta e para hospitais da Grande Lisboa”, entre outros assuntos.

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“É por demais evidente, há muito tempo, que existe uma estratégia, planeada e executada ao milímetro, de menorização e descredibilização do SNS, por parte dos sucessivos governos, com o contributo essencial dos media que o poder central e os seus financiadores controlam. Um governo prepara, o seguinte executa e encerra. O objetivo é, claramente, a privatização do serviço público. Enquanto se apregoa o ‘caos’ no SNS, cresce a oferta privada de camas e serviços. Com o crescimento exponencial da oferta privada, começam já a aumentar o preço dos seguros e a diminuição dos serviços convencionados”, lê-se ainda.

A construção do Hospital do Seixal, a reativação do Hospital do Montijo e a construção de unidades de saúde de cuidados primários necessários às populações em todos os concelhos são algumas das soluções apresentadas pelo grupo. Para o SNS pedem “financiamentos e investimentos que lhe acrescentem valor, não só ao nível da sua modernização, mas, essencialmente, dos recursos humanos de que carece cada vez mais”.

“O SNS precisa de uma política que valorize decisivamente e não hostilize os seus profissionais, que liberte mais investimento, de maior autonomia na gestão das suas instituições, e dispor de condições para fornecer bens e serviços de qualidade diferenciada e tornar-se suficientemente atrativo para os profissionais de saúde, que são o garante da sua missão constitucional e da saúde dos portugueses”.

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