O Vitória FC garantiu sexta-feira a presença na final da Taça AFS ‘Joaquim Sousa Marques’, após vencer, por 2-1, no reduto do GD Lagameças. No campo Adelino Cais Esteves, os centrais Gui e Odilon foram fundamentais para o êxito uma vez que foram os autores dos golos que operaram a reviravolta no marcador frente ao adversário que compete na 2.ª divisão e está envolvido na luta pela promoção ao escalão principal do futebol distrital.
Na final da prova, agendada para 10 de junho, os setubalenses vão ter pela frente o Olímpico do Montijo, que viajou até Santiago do Cacém para bater na outra meia-final o União SC, por 2-1, após prolongamento. Frente aos alentejanos, Afonso Carvalho fez o tento dos aldeanos, aos 72 minutos, que repôs a igualdade (1-1) no tempo regulamentar. Aos 100, o mesmo jogador operou a reviravolta que colocou os montijenses na final.
Os dois clubes que vão lutar pela conquista do troféu, que ainda não tem local definido para a realização da final, são os que ocupal, numa altura em que estão disputadas 22 jornadas, os dois primeiros postos do campeonato da I Divisão da AF Setúbal. O Vitória, com um total de 18 triunfos e quatro empates, segue no 1.º lugar e o Olímpico (15 êxitos, três empates e quatro derrotas) é 2.º da tabela com 48.
No jogo dos setubalenses com o emblema do concelho de Palmela, em relação ao duelo anterior com o Sesimbra (triunfo sadino por 3-1), o treinador Paulo Martins fez quatro alterações no onze, lançando Rodrigo Gomes, Diogo Martins, Tiago Nunes e Catarino para os lugares de Pardana, Diogo Isnard, Heta e João Delgado, respetivamente. Gui, Odilon, China, Diogo Conceição, Leo Chão, Zé Mário e Bruninho mantiveram a titularidade.
Nos dias que antecederam a deslocação às Lagameças, os jogadores vitorianos tinham sido alertados para as dificuldades que os anfitriões causam a quem visita o campo Adelino Cais Esteves. Apesar da diferença de escalões entre os dois emblemas, o conjunto local não se ressentiu desse facto e teve uma entrada forte e conseguiu inaugurar o marcador, aos cinco minutos, por intermédio de Jean Dasylva.
A perderem por 1-0, os verdes e brancos foram rápidos a responder, conseguindo, aos 11 minutos, por intermédio do central Gui fazer a igualdade (1-1). Após reposição de bola num lançamento da linha lateral e de um primeiro desvio de cabeça, a bola chegou ao defesa, de 22 anos, que foi oportuno a rematar para o 1-1 que pôs em festa as centenas de vitorianos que viajaram até às Lagameças.
O atleta, formado na ‘cantera’ sadina e que soma 13 jogos (seis no campeonato e sete na Taça), fez o seu segundo golo em 2025/26, interrompendo um jejum de quase sete meses sem marcar. A última vez que tinha ‘faturado’ remontava a 14 de setembro de 2025, dia em que contribuiu com um golo para a goleada 5-0 a O Grandolense, em partida da fase de grupos da Taça AFS.
Cambalhota aos 33 minutos
A igualdade galvanizou os vitorianos que conseguiram fazer a cambalhota no marcador, aos 33 minutos, na sequência de mais um lance de bola parada desta vez finalizado pelo outro central que atuou de início: Odilon. O 2-1 teve origem num livre cobrado por China que passou a bola para Leo Chão, capitão que cruzou de pé direito para o interior da área onde Diogo Conceição cabeceia à trave, sobrando a bola para Odilon que só teve de encostar para o golo.
A cumprir a sua segunda época no Bonfim, o brasileiro, de 26 anos, soma agora três golos na temporada pelos sadinos, estando a um de distância de igualar o registo de 2024/25, quando, na sua época de estreia, fez quatro em 23 partidas oficiais na 2.ª divisão. Com 21 jogos efetuados em 2025/26 (16 no campeonato e cinco na Taça), Odilon marcou dois golos na Taça (um na goleada, 5-2, ao Moitense e agora nas Lagameças) e outro no campeonato (2-0 ao Barreirense).
Com o resultado em 2-1 ao intervalo, o treinador Paulo Martins optou por começar a refrescar a equipa na segunda parte, período em que teve várias oportunidades para ampliar a vantagem quando João Delgado e Marco Véstia já estavam em campo depois de terem substituído Catarino e Leo Chão, respetivamente. Com o avançar do cronómetro, o Lagameças começou a arriscar mais na frente de ataque, apostando em lançamentos longos para o interior da área que foram sendo resolvidos pelos verdes e brancos.
Até ao final, os sadinos, que tiveram no guarda-redes Rodrigo Gomes uma barreira importante a tapar os caminhos da baliza, lançaram ainda André Gomes para o lugar de China no meio-campo para pôr em sentido o adversário que, já em desespero na tentativa de chegar ao golo que levasse a partida para prolongamento, ficou a jogar com 10 elementos devido à expulsão de um jogador, aos 90+6 minutos.