Mais de 22 mil pessoas saborearam os melhores produtos da Serra da Arrábida. Houve ruturas de stocks entre produtores
A 30.ª edição do Festival Queijo, Pão e Vinho, que decorreu entre sexta-feira e domingo em Quinta do Anjo, entrou para a história por ter batido todos os números. A adesão de público “foi brutal” e os resultados registados em vendas pelos produtores participantes também, diz Francisco Macheta, presidente da Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida (ARCOLSA), entidade organizadora do certame.
“Excedeu as nossas melhores expectativas. Esta foi a edição mais concorrida de sempre, o maior festival de sempre, quer em termos de número de visitantes quer em termos económicos, de vendas, e até em termos turísticos”, resume o responsável, num primeiro balanço ao evento.
“No lançamento do festival tínhamos perspectivado receber 18 mil a 20 mil pessoas e apareceram para mais de 22 mil visitantes”, contabiliza Francisco Macheta.
O sucesso desta edição não se ficou apenas pelo recorde de afluência de público. Segundo o responsável, os resultados obtidos em termos económicos também atingiram patamares que superaram expectativas. “Basta dizer que tivemos rutura de stocks de sábado para domingo. O público veio para consumir, não veio só para desfrutar do programa de atividades”, salienta, para justificar de seguida: “O facto de o evento anteceder a Páscoa tem essa vantagem. E também a qualidade e singularidade dos produtos artesanais que só se encontram aqui e não nas superfícies comerciais.”
Francisco Macheta engloba ainda uma outra vertente que contribuiu também para fazer desta a melhor edição de sempre do festival. “Notámos a presença de muita gente de fora, inclusivamente de espanhóis e franceses,. E nas bilheteiras registámos várias pessoas a falar inglês. Boa parte veio de fora do concelho, muito provavelmente da Grande Lisboa, também no âmbito da promoção turística que foi feita”, revela.
O dia mais concorrido, adianta, foi o sábado. “A partir das três da tarde foi uma loucura. E a taxa de permanência das pessoas andou entre as quatro, cinco a seis horas. O tempo também ajudou”, faz notar.
Quanto às atividades que atraíram mais gente, Francisco Macheta destaca “a corrida de ovelhas”, “os batismos equestres” e as iniciativas dirigidas ao público infantil. “Reforçámos a parte do programa infantil e tivemos muitas crianças, que assim se sentiram integradas na festa, o que fez com que os pais ficassem mais tempo.”

“Agora é saborear o êxito por um pouco e começar já a pensar no próximo festival e no seu crescimento. Acredito que para o ano vamos continuar a crescer”, conclui.
Esta edição contou com 39 expositores de produtores de queijo, pão, vinho, doçaria, mel, compotas, frutas e salgados. O certame é promovido pela ARCOLSA em parceria com a Câmara de Palmela.