Em 2025, foram tratados 41,31 milhões de metros cúbicos de águas residuais. Taxa de água residual não tratada foi de 1,10%
A Simarsul diz ter assegurado em 2025 “o tratamento do maior volume anual de águas residuais recolhidas na história da empresa, num total de 41,31 milhões de metros cúbicos”. E adianta que “a taxa de água residual recolhida mas não tratada foi de 1,10%”.
Em comunicado, a empresa responsável pelo saneamento em oito dos nove municípios da Península de Setúbal (a exceção é Almada) considera que o recorde alcançado “reflete o esforço” desenvolvido “na gestão do sistema e no cumprimento das exigências ambientais”. E que, o exercício de 2025 veio, assim, confirmar “a capacidade de resposta da empresa num contexto particularmente exigente, marcado por fenómenos climáticos extremos e por desafios no setor energético”.
O volume de negócios em 2025, sublinha a Simarsul, ascendeu a “30,3 milhões de euros”, o que representou “um crescimento de 8% face ao ano anterior”. “Em 2025, a empresa executou um investimento de 3,4 milhões de euros, com foco na reabilitação e construção de novos ativos”, junta.
Estes números constam no relatório e contas que, tal como O SETUBALENSE já havia noticiado, foi aprovado na assembleia geral da empresa, com os votos favoráveis do acionista maioritário (Grupo Águas de Portugal) e de quatro dos oito acionistas municipais (Alcochete, Palmela, Seixal e Sesimbra) – os municípios de Setúbal, Barreiro e Montijo não participaram na reunião e o município da Moita votou contra. Com igual votação foi também aprovado um voto de louvor à administração da empresa.
Diferente foi o sentido de voto referente ao plano de atividades e orçamento para 2026, que o acionista maioritário fez aprovar, já que todos os municípios presentes votaram contra.
“Os votos de rejeição dos municípios foram fundamentados pela discordância não quanto à estratégia definida pelo conselho de administração e ao plano de atividades e orçamento inicialmente elaborado pela Simarsul, mas face aos condicionalismos impostos pela tutela financeira e ambiental, nomeadamente as limitações aos gastos operacionais, ao investimento e à contratação de recursos humanos”, explica a empresa.
“Os municípios consideram que tais restrições constituem uma ingerência na gestão da sociedade e não se adequam ao estado atual das infraestruturas, à segurança, à qualidade do serviço prestado e ao cumprimento dos requisitos legais”, detalha a empresa sobre a posição dos acionistas municipais.
A terminar, a Simarsul afirma que “serão prosseguidos esforços para encontrar soluções que respondam às necessidades da empresa, dos municípios e da população servida, assegurando o cumprimento das obrigações legais e a sustentabilidade da atividade”.
A Simarsul assegura o saneamento em Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, abrangendo cerca de 540 mil habitantes.