Os quatro militares da GNR de Palmela, três homens e uma mulher, são suspeitos de, na madrugada de 11 de abril de 2024, terem sequestrado e agredido três menores
O ministro da Administração Interna disse hoje que aguarda pela acusação do Ministério Público para tomar uma decisão sobre os quatro militares da GNR acusados de sequestro e agressão a três menores em Palmela e que ainda estão em funções.
“Estamos à espera da notificação dessa acusação e após a receção dessa acusação tomarei posição”, disse aos jornalistas Luís Neves, no final da cerimónia que assinalou os 50 anos do Corpo de Intervenção da PSP.
O ministro foi questionado sobre a acusação do Ministério Público (MP), conhecida na quinta-feira, em que quatro militares da Guarda Nacional Republicana de Palmela, que ainda se encontra em funções, são suspeitos de três crimes de sequestro agravado, um de abuso de poder e outro de injúria agravada.
Os quatro militares da GNR de Palmela, três homens e uma mulher, são suspeitos de, na madrugada de 11 de abril de 2024, terem sequestrado e agredido três menores que terão saído sem autorização do Centro Jovem Tejo, no distrito de Setúbal, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que na altura acompanhava jovens e adultos com comportamentos aditivos e dependências.
Luís Neves afirmou que não pode anunciar uma decisão “sem conhecer os factos”, mas prometeu que será tomada em breve.
Quando os quatro militares foram presentes a primeiro interrogatório judicial, o Ministério Público pediu que fossem suspensos de funções, mas essa pretensão não foi acolhida pelo juiz de instrução criminal nem, posteriormente, pelo Tribunal da Relação de Évora.
Agora que foi deduzida acusação, o Ministério Público voltou a pedir a suspensão de funções dos quatro militares da GNR de Palmela.
Contactada pela agência Lusa, fonte do Comando Territorial de Setúbal da GNR remeteu qualquer explicação sobre o caso para o Ministério Público, confirmando apenas que, após os factos, os militares em causa foram distribuídos por vários postos da GNR.