Município regista até ao momento 107M€ em prejuízos devido às cheias

Município regista até ao momento 107M€ em prejuízos devido às cheias

Município regista até ao momento 107M€ em prejuízos devido às cheias

Apoios às habitações já começaram a ser pagos, garante a autarquia. Valor não contabiliza os estragos na agricultura e nas pescas

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal registou, até ao momento, 107 milhões de euros em prejuízos fruto a subida das águas do rio Sado, que afetou equipamentos, comércio e habitações. O valor, explica a autarquia, não inclui os estragos na agricultura e nas pescas – valor registado por outras entidades.

- PUB -

Na agricultura, revelou a CCDR Alentejo em meados de fevereiro, os prejuízos eram superiores a 75,8 milhões de euros.

Em informação revelada pela autarquia do Litoral Alentejano 80 milhões de euros dizem respeito a equipamentos, infraestruturas e edifícios públicos municipais.

“Os danos manifestados por particulares, empresas e empresários em nome individual (comerciantes e prestadores de serviços) são cerca de 12 milhões de euros, num total de 204 negócios já apresentados”.

- PUB -

O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse na passada quarta-feira que os apoios aos cidadãos de Alcácer do Sal afetados pelo mau tempo começavam nesse mesmo dia a ser pagos. Sabe O SETUBALENSE que alguns dos apoios começaram a ser pagos na quinta-feira.

Até 18 de março o município registou, no que toda a habitação, 109 processos, 26 dos quais já validados pelo município e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), estando em condições de receber.

A presidente daquela autarquia, Clarisse Campos, tem pedido, junto de várias entidades, apoios aos comerciantes afetados.

- PUB -

No montante global apurado, estão contabilizados, até ao momento, prejuízos de 12,5 milhões de euros, no comércio e serviços, tal como danos em infraestruturas do Estado “na ordem dos 10 milhões de euros”, acrescentou.

“Este valor está praticamente fechado, mas temos a expectativa de, até ao final deste mês ou meados do próximo, termos um valor consolidado daquilo que são os prejuízos apurados”, afiançou o vice-presidente, António Grilo.

Além da Ponte de São Romão do Sado, que “ficou inoperacional e carece de uma intervenção com um custo elevadíssimo”, do Parque Urbano, da frente ribeirinha e de muitas vias danificadas por todo o concelho, o autarca realçou ainda os prejuízos ao nível do património histórico.

Neste caso, a autarquia não consegue “apurar exatamente um valor relativamente ao prejuízo, porque não há um referencial de reposição de artefactos que ficaram danificados”, acrescentou.

Apesar do montante elevado dos prejuízos nos equipamentos municipais, António Grilo garantiu que a câmara “está ainda, ao dia de hoje, a negociar com as seguradoras” e continua a aguardar pela ajuda do Governo.

“Estamos a aguardar ainda pelo encerramento de alguns pacotes para podermos aceder a algum tipo de incentivo. Neste momento, não fomos ressarcidos, nem acedemos a qualquer tipo de montante para fazer face aos nossos prejuízos”, garantiu.

Questionado sobre os apoios a fundo perdido ao comércio local, que tem sido uma das reivindicações da autarquia, António Grilo disse que “o ‘timing’ nunca será o desejado” para as necessidades urgentes dos comerciantes.

“Estamos na expectativa de nos serem apresentadas medidas concretas para o apoio ao comércio e serviços, no sentido de haver uma alavancagem na reabertura dos negócios”, realçou. Com Lusa

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não