Maternidade Aberta a tempo Inteiro: a única opção possível!

Maternidade Aberta a tempo Inteiro: a única opção possível!

Maternidade Aberta a tempo Inteiro: a única opção possível!

20 Março 2026, Sexta-feira
Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro

Em setembro de 2025, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciava com grande convicção o encerramento, a partir de janeiro, do serviço de urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro, garantindo a sua concentração no Garcia de Orta. Com igual entusiasmo, destacava ainda o feito de ter conseguido trazer uma equipa do setor privado para o SNS, que viria reforçar o serviço.


O reforço foi, de facto, tão eficaz que, chegado janeiro, não havia equipa.

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Em fevereiro, surge novo anúncio: afinal, seria “já no dia 1 de março” que tudo avançaria para o Garcia de Orta. Um detalhe aparentemente menor ficou, contudo, por esclarecer, ninguém terá perguntado aos profissionais se estavam disponíveis para essa mudança. Ao que parece, a maioria não estava.


A Comissão de Utentes do Barreiro há 4 anos que alerta para o necessário reforço do Hospital e a permanência dos Serviços de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia a tempo inteiro, assim como de outros serviços como cardiologia e de pediatria.


Desde o início que defendemos que os fechos rotativos e, como seria de esperar, a opção de fecho definitivo, não traz mais segurança às grávidas, às mães e às famílias. Esta solução não serve o Barreiro, a Região e o país, basta ver o aumento dos índices de mortalidade infantil, os nascimentos em ambulâncias, na rua e na estrada, sem as mínimas condições de dignidade.

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Apesar de agora parecer que há uma unanimidade política em torno da questão, nunca é demais relembrar que estamos perante um caminho político que vem sendo trilhado desde há muitos anos e que passa pela implementação de políticas que ignoram as reais necessidades das populações e fragilizam o Serviço Nacional de Saúde. Em vez de reforçar meios humanos e técnicos, opta-se por concentrar serviços, afastando cuidados de proximidade e contribuindo para o enfraquecimento do Hospital do Barreiro.


As soluções agora apresentadas não resolvem os problemas existentes, nem garantem a resposta adequada às mulheres e às famílias do Barreiro e dos concelhos servidos pelo Hospital Nossa Senhora do Rosário.


Exigimos, sim, que a maternidade do Barreiro funcione plenamente, assegurando o acompanhamento das grávidas e a realização de partos programados e não programados, cumprindo a missão para a qual foi criada e na qual foram investidos milhões de euros em obras de requalificação.

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A Maternidade do Barreiro é uma referência, um serviço essencial. A população não aceita perder mais um direito.


Isso ficou expresso na grande ação promovida pela CUSP e que juntou mais de 600 pessoas, preocupadas e mobilizadas em não aceitar este desfecho.


Os autarcas reuniram com a Ministra, mas, ao que tudo indica, no Barreiro as conclusões ficaram mais bem anunciadas na comunicação social do que partilhadas com as populações.


Ainda assim, como sempre, a mobilização das populações é determinante. Estamos cá para dizer que só a retirada desta anunciada intenção serve o Barreiro, a região e o país. A Maternidade do Barreiro é para se manter aberta a tempo inteiro!

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