Dia Internacional das Mulheres. Dia de lembrar os seus direitos

Dia Internacional das Mulheres. Dia de lembrar os seus direitos

Dia Internacional das Mulheres. Dia de lembrar os seus direitos

, Deputada do PSD
17 Março 2026, Terça-feira
Deputada do PSD

O dia 8 de março é visto como um dia de celebração das mulheres. É vivido frequentemente como um dia em que se oferecem flores, se convidam as mulheres para jantar, ou se poupam as mulheres, por um dia, às tarefas domésticas.

Para mim, que também gosto de flores, é dia para lembrar os direitos alcançados, mas sobretudo para sublinhar aqueles que não estão ainda conseguidos: igualdade salarial, igualdade no acesso a lugares de decisão, paridade nos cargos políticos.

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Apesar de todos os esforços dos governos, a desigualdade salarial persiste. Segundo dados contidos no Boletim Estatístico da CIG de dezembro de 2025 sobre a igualdade de género em Portugal, em 2023 a diferença salarial entre homens e mulheres, considerando a remuneração média base, situava-se em 12,5%, em prejuízo das mulheres. Por outro lado, as mulheres eram, em 2025, 36,6% nos conselhos de administração das maiores empresas. As deputadas são atualmente 33,9% dos 230 parlamentares, e as presidentes de Câmara Municipal, embora agora em maior número do que o registado antes das últimas eleições autárquicas, são apenas 16% da totalidade dos presidentes dos executivos municipais.

Continua, por isso, a fazer sentido celebrar este dia, celebrando os avanços e sublinhando as insuficiências neste caminho das pedras que tem sido o da luta pela igualdade.

A Assembleia da República realizou, por estes dias, várias iniciativas que assinalam esta data, como uma exposição intitulada ‘Entre mulheres: um olhar suspenso no feminino’, a Conferência ‘Mulheres na Primeira Pessoa’, e a exposição ‘O voto feminino em Portugal’, uma narrativa em banda desenhada dedicada à história da conquista do sufrágio feminino no nosso país. Na livraria da Assembleia da República, duas antigas Deputadas à Assembleia Constituinte, Carmelinda Pereira e Helena Roseta, juntaram-se à investigadora Maria Inácia Rezola para falar sobre o contributo das mulheres na elaboração da Constituição de 1976. Do referido elenco de atividades, constou ainda um concerto da cantora Rita Rocha, com uma seleção de canções especialmente escolhidas p​ara assinalar o Dia da Mulher.

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Das referidas iniciativas, destaco a conferência ‘Mulheres na Primeira Pessoa’, que no passado dia 12 juntou cinco extraordinárias mulheres que nos falaram das suas experiências de vida. Vidas como a de Maria Arminda Santos, enfermeira paraquedista que salvou militares em diversos cenários de guerra, como a de Adelaide Patrício, que com 88 anos ainda é treinadora de voleibol, a de Kátia Guerreiro, que poucos saberão que é médica e exerceu a sua profissão durante vários anos até que o fado tomou conta da sua vida, a de Zita Martins, astrobióloga, com uma carreia extraordinária em Portugal e no estrangeiro, e a de Maria Bártolo, a primeira médica com surdez profunda que pratica a sua profissão de forma extraordinária.

Sublinho, igualmente, a exposição ‘Entre mulheres: um olhar suspenso no feminino’, que tive o gosto de sugerir, e que reúne pinturas e fotos de sete artistas contemporâneas: Ana Paganini, Daniela Krtsch, Joana Galego, Joana Tubal, Leonor Nobre Guedes, Mafalda d’Oliveira Martins (MOM) e Maria R. Saunders. Tem a particularidade, obviamente deliberada, de todas as obras terem sido executadas por mulheres e representarem mulheres.

Continuaremos a celebrar as mulheres. Mas não deixaremos de enfatizar e de lutar sempre pelos direitos não respeitados, contra as discriminações impostas, e contra a violência sobre as mulheres.

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