Condenado por tráfico de armas em Almada depois de deixar cair drone na prisão de Setúbal

Condenado por tráfico de armas em Almada depois de deixar cair drone na prisão de Setúbal

Condenado por tráfico de armas em Almada depois de deixar cair drone na prisão de Setúbal

O voo do drone aconteceu na madrugada de 30 de dezembro de 2022, tendo o aparelho colidido com o edifício e caído

O Tribunal de Setúbal condenou a oito anos e seis meses de prisão um homem de 33 anos por tráfico de armas e droga a partir de casas e carros ao seu dispor no Monte da Caparica, em Almada. João Teixeira, o arguido, foi apanhado pela PJ em 2024 após tentar entregar telemóveis ao irmão no Estabelecimento Prisional de Setúbal com recurso a um drone, que viria a cair no pátio. Por tal foi também condenado por introdução em lugar vedado ao público.

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O voo do drone aconteceu na madrugada de 30 de dezembro de 2022, tendo o aparelho colidido com o edifício e caído. Com o aparelho, a PJ chegou ao principal arguido, João Teixeira, irmão do recluso e também arguido, Ricardo Teixeira, a que se destinavam os telemóveis na cadeia de Setúbal.

Um ano e meio depois, em junho de 2024, a investigação da PJ apreendeu em casas e carros de outros dois indivíduos com ligação criminosa a João Teixeira, mais de um quilo de cannabis e armas, algumas com calibre de guerra, milhares de munições, um colete balístico, entre outras. Muitas das armas foram apreendidas em carros parqueados em garagens que apesar de não pertencerem aos arguidos, pertenciam a alguém com ligação a estes. Os seguros estavam em nome da mãe de João Teixeira.

A rede era composta por, por além de João Teixeira, Ismael Manuel, condenado agora a seis anos e seis meses de prisão e Miguel Carvalho, condenado a 4 anos e oito meses de prisão, pena que viria a ser suspensa. Os dois foram condenados por tráfico e mediação de armas.

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O Tribunal deu como provado que os arguidos Ismael Manuel, João Teixeira e Miguel Carvalho, na senda de um plano acordado entre eles, no qual cada um desempenhava o seu papel de forma organizada, em execuções conjuntas, decidiram deter e vender armas e munições adquiridas a pessoas não determinadas”.

Ao arguido João Teixeira, condenado em pena mais elevada por tráfico de droga, o tribunal teve “em consideração a gravidade da conduta do arguido se dedicou, simultaneamente, à venda de canábis e de armas, e fez ainda introduzir no Estabelecimento Prisional através do drone telemóveis e cartões, condutas todas ela com grande gravidade e repercussões na comunidade”.

No dia da apreensão do drone, dois guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Setúbal avistaram onde o drone deixou o material antes de cair. “Vi ser puxado um saco e pensava que o drone tinha deixado uma arma na cela, tinha que agir”, disse Carlos Cardoso. O guarda julgou que fossem armas e agiu prontamente. “Disse ao meu colega para irmos à cela, os reclusos podiam pensar que éramos dez e tínhamos que ser rápidos, podiam estar armados”.

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