SIMARSUL investe 17 milhões de euros na reabilitação da ETAR

SIMARSUL investe 17 milhões de euros na reabilitação da ETAR

SIMARSUL investe 17 milhões de euros na reabilitação da ETAR

Empresa vai investir 35M€ no concelho até 2030. Até este ano os SMS querem que aumentar a taxa de cobertura do saneamento básico

A SIMARSUL vai investir cerca de 35 milhões de euros no sistema de saneamento do concelho de Setúbal até 2030. O projeto com maior peso financeiro é a reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Setúbal – localizada na Cachofarra -, considerada a infraestrutura mais crítica do sistema no concelho. A intervenção será desenvolvida em duas fases, num investimento total de cerca de 17 milhões de euros.

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O plano de investimentos para o período 2026–2030, apresentado numa sessão realizada na sala de sessões dos paços do concelho, contempla várias empreitadas destinadas a reforçar a resiliência e a eficiência das infraestruturas de saneamento.

Na primeira fase, com um investimento de 4,7 M€, estão previstas intervenções prioritárias ao nível das instalações, equipamentos e sistemas de automação. Numa segunda fase, a empresa prevê investir 12,3 M€ na reabilitação e modernização da restante infraestrutura, aumentando a flexibilidade operacional, a produção de energia por cogeração e a construção de infraestruturas para produção de água para reutilização.

A ETAR de Setúbal trata atualmente o equivalente às águas residuais de cerca de 253 mil habitantes e regista um caudal médio diário próximo dos 28 mil metros cúbicos.

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Empresa pede apoio financeiro junto do Governo

Dada a importância desta estação, face ao estuário e à proteção ambiental, a empresa já apresentou um pedido de financiamento extraordinário para avançar com intervenções urgentes “já está junto da ERSAR e do gabinete da ministra, um pedido extraordinário de quase cinco milhões de euros para atuar imediatamente”, adiantou o o presidente do conselho de administração da SIMARSUL. Esta intervenção em duas etapas, conta com uma empreitada cuja conclusão está prevista para o último trimestre de 2030.

Para José Fialho, o investimento é essencial para modernizar uma infraestrutura que necessita de adaptação aos novos desafios ambientais “estamos claramente a falar da reabilitação de uma ETAR que precisa de entrar no século XXI”, afirmou.

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Está ainda prevista a construção de uma central de compostagem de lamas, num investimento de 8,7 milhões de euros, destinada à valorização dos resíduos resultantes do processo de tratamento de águas residuais, reforçando a aposta na economia circular, que se prevê que esteja em operação no início de 2029.

A empresa tenciona ainda investir 1,2 milhões de euros na digitalização do sistema, através da implementação de um sistema de telegestão que permitirá monitorizar e controlar remotamente as infraestruturas do subsistema de Setúbal. O arranque da empreitada está previsto para o final de 2027, com término no primeiro trimestre de 2030.

Estão igualmente previstas intervenções em várias estações elevatórias, incluindo as das Praias do Sado e do Bonfim, que juntas se traduzem num investimento que ronda os 2,1 M€, bem como obras nas infraestruturas da Termoelétrica, Bocage e Quinta do Conde. O plano inclui também a execução do sistema elevatório de Santo Ovídio e Faralhão – com conclusão prevista para o final de 2029 -, e intervenções para eliminar afluências indevidas nos emissários de Azeitão, que apenas terão início no final do próximo ano.

Outro eixo do investimento passa pela digitalização dos serviços, com a implementação de um sistema de telegestão que permitirá monitorizar e controlar remotamente as operações do subsistema de Setúbal.

José Fialho explicou que o avanço destas operações só foi possível após a integração plena do município no sistema multimunicipal de saneamento. “Setúbal foi o único município que não conseguiu assinar o contrato de recolha porque existiam outros compromissos que se sobrepunham e só em 2022 foi possível fazer essa integração”.

Segundo o responsável esta situação apenas foi resolvida após o fim da concessão dos serviços municipalizados às Águas do Sado, que geriu o sistema entre 1997 e 2022. “Só a partir daí foi possível receber as infraestruturas, fazer os diagnósticos e avançar com o reinvestimento”, acrescentou.

SMS atua em 98% no saneamento do concelho, diz responsável

João Rocha, diretor do Departamento de Engenharia dos Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS), destacou principalmente o desempenho do concelho no setor do saneamento, que apresenta atualmente uma taxa de cobertura de 98%. O responsável técnico sublinhou que, após a retoma da gestão pública do sistema em dezembro de 2022, a estratégia passa pelo investimento nas zonas periféricas ainda não servidas.

Até 2030, está previsto um investimento de cerca de seis milhões de euros na reabilitação e na extensão da rede para aumento da taxa de cobertura do saneamento básico.

Durante a sessão, a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, considerou que os investimentos agora anunciados são fundamentais para o concelho, mas “já pecam por tardios” e que o grande objetivo passa por “requalificar as redes já existentes, bem como, ampliar o sistema levando este serviço essencial a quem ainda não dispõe dele”.

O plano contempla ainda medidas destinadas a aumentar a resiliência das infraestruturas, numa altura em que fenómenos meteorológicos extremos têm colocado novos desafios aos sistemas de saneamento.

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