Reunião baseou-se num memorando sustentado num inquérito aos associados e centrou-se na necessidade de respostas imediatas para mitigar perdas após as depressões Kristin e Marta
A Direção da Associação Portuguesa de Imprensa (API) reuniu-se, a 20 de fevereiro de 2026, com o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, para apresentar as preocupações do setor após o impacto das depressões Kristin e Marta em vários concelhos em situação de calamidade e limítrofes.
A reunião baseou-se num memorando sustentado num inquérito aos associados e centrou-se na necessidade de respostas imediatas para mitigar perdas e assegurar a continuidade operacional, bem como em medidas estruturais para reforçar a sustentabilidade da imprensa nacional, regional e local.
Segundo a API, 65% dos órgãos de comunicação social foram afetados na área de cobertura, 70% registaram quebras de receitas, 40% referiram necessidade de reforço de trabalho e serviços, 35% assinalaram danos materiais e 55% indicaram dificuldades na distribuição de jornais e revistas.
O Governo apresentou desenvolvimentos do Plano de Ação para a Comunicação Social, incluindo a revisão do contrato de serviço público da Lusa, com avaliação de um modelo que permita descontos à imprensa nacional e regional, a implementar no primeiro semestre de 2026. Foi ainda referida a possibilidade de a agência contratar serviços à imprensa regional e a criação de um conselho consultivo com representação do setor.
No âmbito do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), foi mencionada uma linha especial de apoio à comunicação social, com incidência nas rádios, e a possibilidade de financiamento para os meios.
Foi igualmente abordada a discussão parlamentar, a 2 de março, sobre uma proposta de majoração em IRC para projetos do setor. O Governo indicou que, no segundo semestre, pretende rever o regime de incentivos à comunicação social, incluindo modernização tecnológica e publicidade institucional.
Na distribuição, “além dos aumentos associados aos CTT, considerados injustificáveis para a API e da qual demos também nota ao Governo, foi discutida a distribuição em banca, tendo sido referida a preparação de dois concursos públicos (Norte e Centro/Sul), com um caderno de encargos para os incumbentes: limites à atualização de preços e cobertura em todo o território nacional, incluindo os de baixa densidade populacional”, explicam em nota de Imprensa.
A API continuará a acompanhar os dossiês e a manter diálogo com o Governo.