Tomam posse em Palmela as comissões de gestão do Projeto Arrábida Biosfera

Tomam posse em Palmela as comissões de gestão do Projeto Arrábida Biosfera

Tomam posse em Palmela as comissões de gestão do Projeto Arrábida Biosfera

Está dado primeiro passo oficial depois do reconhecimento da serra da Arrábida como Reserva da Biosfera pela UNESCO em setembro

Tomaram posse, esta segunda-feira, no cine teatro São João em Palmela a Comissão Científica Arrábida Biosfera (CCAB) e a Comissão Consultiva (CC), dois dos órgãos para a gestão do projeto que levou a UNESCO a reconhecer a serra da Arrábida como Reserva da Biosfera em setembro de 2025.

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A constituição destas comissões era parte da estrutura de gestão exigida para a Reserva Arrábida Biosfera, focando-se na colaboração com parceiros da investigação, academia e setor económico.

A Comissão Consultiva integra mais de uma centena de agentes do território, particulares, públicos e privados, institucionais e informais. Este órgão assume um papel determinante na gestão da Reserva da Biosfera, assegurando um ambiente propício à participação ampla, ao diálogo qualificado e à reflexão conjunta, elementos essenciais para a implementação do Plano de Ação e para a definição de etapas futuras.

A Comissão Científica é composta por catorze instituições de reconhecido mérito académico e com especial relevo científico no território da Arrábida. Compete-lhe apreciar ativamente o desenvolvimento de parcerias para a promoção de investigação científica em matérias relevantes para a Arrábida Biosfera, apoiar a entidade gestora na criação de um repositório científico e colaborar na elaboração de candidaturas em que a componente científica assume carácter determinante.

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A sua composição plural garante a integração do conhecimento científico nas intervenções a desenvolver no território e permite que os projetos contem com acompanhamento científico, reforçando a procura de soluções mais sustentadas para a gestão de territórios sensíveis, reconhecidos pela sua riqueza natural.

A posse destes dois órgãos foi dada pelos elementos da Comissão Executiva do Arrábida Biosfera formada pela Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), Câmaras Municipais de Palmela, Setúbal e Sesimbra e Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Neste organograma, a  AMRS é a entidade que terá a competência de gerir o dia a dia da Reserva da Biosfera e todos os projetos inerentes e necessários para a implementação do plano de ação.

Autarcas simbolismo

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Ana Teresa Vicente, presidente da AMRS destacou um ato simbólico, “mas carregado de importância porque hoje, formalmente, assinamos esta grande e comum responsabilidade sobre a Reserva da Arrábida Biosfera”. A edil de Palmela salientou o papel das autarquias de Setúbal, Sesimbra e Palmela neste processo e também a “ajuda de um conjunto grande de parceiros que com os seus conhecimentos, científicos e técnicos ajudaram a consolidar a esta bem-sucedida candidatura”.

Maria das Dores Meira, realçou o trabalho feito de uma forma “integrada, e em conjunto, de todas as partes envolvidas”, que resultou, considera, “numa maior visibilidade e num outro protagonismo de uma ‘pérola’ por lapidar e que estava um pouco ofuscada”. A presidente da câmara de Setúbal, refere ainda que “este reconhecimento internacional é extremamente importante para que a Arrábida tenha um outro protagonismo no panorama natural da humanidade”.

O outro parceiro deste projeto é a autarquia de Sesimbra. O seu presidente, Francisco Jejus, diz que hoje “é um dia feliz para todos nós porque é a concretização daquilo que depois será a materialização da Reserva Arrábida Biosfera”. O autarca mostra-se muito satisfeito pelo envolvimento de toda a comunidade considerando que “esse é o espírito de um processo desta natureza. A presença humana e os valores naturais que este território representa”.

UNESCO elogia autarquias

Uma presença destacada na tomada de posse das duas comissões foi a de Marco Rebelo presidente do Comité Nacional MaB da UNESCO que começou, na sua intervenção, por elogiar o trabalho das autarquias envolvidas neste processo e da AMRS em particular pela “sua capacidade de envolver tantos representantes da  sociedade no seu todo”. Para Marco Rebelo este projeto é “a consagração de um desígnio que é o de demonstrar que é possível conciliar a conservação da natureza com o desenvolvimento sustentável e o conhecimento cientifico”. É colocar na prática, acrescenta, “o conceito de desenvolvimento sustentável”.

Carlos Albuquerque, diretor do ICNF, afirmou que agora é tempo de começar a trabalhar “em concreto no dia a dia” e, defende, “com uma maior interação com as autarquias”. Provavelmente, acrescenta, “de uma forma muito diferente do que fazemos com outros territórios. Aqui vamos recuperar o contacto do ICNF e as autarquias para fazermos uma gestão efetiva de uma reserva Biosfera rede natura”.

A Serra da Arrábida foi classificada, pela UNESCO, como Reserva da Biosfera, numa decisão anunciada em setembro de 2025, pelo Conselho Coordenador Internacional do programa Man and the Biosphere, em Hangzhou, na China.

A Arrábida é 13.ª zona portuguesa com este selo e a fazer parte da rede mundial de 785 Reservas da Biosfera, juntando-se a áreas naturais como Galápagos, no Equador, Serengueti, na Tanzânia, Yellowstone, nos Estados Unidos, ou Parque Donaña, em Espanha.

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