Fernando Pinto afirma que ação de limpeza está a ser trabalhada, mas houve que dar resposta a outras prioridades
A Comissão Política Concelhia do Chega em Alcochete quer que o presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto, diga que medidas estão previstas ou em curso para a “remoção urgente” dos resíduos poluidores atualmente existentes nas praias do concelho. Medidas que o presidente afirma, a O SETUBALENSE, estarem já planeadas.
A denúncia, assinada pela vereadora em Alcochete, sem pelouros, do Chega, Eugenia Murjal, enviada esta semana às autoridades competentes, incluindo Fernando Pinto, refere mesmo “risco de saúde pública”. Além do presidente da câmara, esta denúncia foi enviada para as forças de Segurança, Bombeiros e a Unidade de Saúde Pública da ARSLVT – na pessoa da Delegada de Saúde Pública – “, para que sejam avaliadas todas as medidas complementares”.
“Nas últimas semanas, têm-se acumulado nas zonas ribeirinhas grandes quantidades de detritos, incluindo troncos de grande dimensão, canas, plásticos, garrafas, recipientes diversos, peças metálicas, partes automóveis, grelhas, bem como objetos potencialmente perigosos, como fragmentos cortantes e resíduos não identificados”, refere o documento também enviado a O SETUBALENSE.
Diz ainda o partido Chega que, “para além do evidente impacto ambiental, esta situação representa um risco real para os muitos munícipes que utilizam estas praias [Moinhos e Samouco] para caminhadas, prática desportiva e momentos de lazer em família”.
No mesmo documento, o partido afirma compreender que fenómenos naturais, como marés vivas e cheias, possam contribuir para o arrastamento de resíduos, “contudo é essencial que exista um plano estruturado e regular de monitorização, limpeza e prevenção, bem como uma articulação eficaz com as entidades competentes na gestão ambiental e na proteção da orla ribeirinha.
A O SETUBALENSE, o presidente da Câmara de Alcochete afirma ter conhecimento desta situação e já está a ser “trabalhada a limpeza da zona ribeirinha para que seja feita o mais rapidamente possível”, uma ação que deverá passar pela contratação de uma empresa especializada.
Contudo, Fernando Pinto, afirma que perante a destruição causada pelo ‘comboio de tempestades’ que afetou o País e também Alcochete, foi necessário “definir prioridades”, as quais passam pela salvaguarda direta das pessoas. “Foi necessário escoar águas, criar e redefinir valas, desalagar terrenos agrícolas, reparar escolas e equipamentos”, afirma.
Quanto à limpeza da zona ribeirinha, refere que apesar desta ser da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, “a câmara está a tomar medidas”, entre as quais foi dada “prioridade” à “remoção de cadáveres de ovinos e caprinos” que, pelas tempestades, deram à frente ribeirinha do concelho e que, pela putrefação, constituíam um real risco de saúde pública.
Quanto à remoção de outros detritos das praias fluviais do concelho, reafirma o presidente que esta será feita “o mais rapidamente possível”, até porque, “queremos que as nossas praias tenham qualidade para serem frequentadas pela nossa população e por quem nos visita”.