Atividade foi desenvolvida no âmbito do projeto educativo sem fins lucrativos Native Scientists, que promove a ligação entre cientistas e alunos do ensino básico
Mais de 150 alunos do 1.º ciclo participaram, no início do mês de fevereiro, em oficinas científicas promovidas no âmbito do programa “Cientista Regressa à Escola”, iniciativa que levou uma investigadora setubalense de regresso à Escola Básica n.º 5 do Peixe Frito para partilhar o seu percurso e aproximar a ciência dos mais novos.
Inês Mira, médica veterinária e investigadora, que escolheu voltar à escola onde iniciou o seu percurso académico para apresentar o trabalho científico que desenvolve atualmente. Neste sentido dinamizou três oficinas para abordar “temas como bactérias, segurança alimentar e métodos de identificação de microrganismos em laboratório, com contacto direto com o microscópio, o que despertou a curiosidade e o interesse dos participantes”, como explica a informação do município. Aqui a profissional teve uma abordagem privilegiou a componente prática, com linguagem acessível e exemplos do quotidiano, facilitando a compreensão de conceitos científicos por parte das crianças.
A investigadora encontra-se a realizar o doutoramento em Ciências Veterinárias na Universidade de Évora, com parte da investigação desenvolvida no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). O seu trabalho incide na avaliação da qualidade e do risco associados ao consumo de sashimi no sul de Portugal, estudo que contribui para reforçar práticas de segurança alimentar e para a proteção da saúde pública.
A atividade foi desenvolvida no âmbito do projeto educativo sem fins lucrativos Native Scientists, que promove a ligação entre cientistas e alunos do ensino básico, contando com o apoio da Câmara de Setúbal.
Para o mês de abril estão já previstas novas oficinas, a realizar em escolas do Faralhão e do Viso, reforçando a aposta na literacia científica desde os primeiros anos de escolaridade. O programa “Cientista Regressa à Escola” é implementado pela Native Scientists e conta ainda com o apoio da Caixa Geral de Depósitos.