Município de Setúbal alcança acordo que põe fim a litígio de milhões com a DataRede

Município de Setúbal alcança acordo que põe fim a litígio de milhões com a DataRede

Município de Setúbal alcança acordo que põe fim a litígio de milhões com a DataRede

Duração da concessão do estacionamento acordada para apenas mais dez anos. Está ainda prevista a redução de 2 700 lugares tarifados. Acordo é votado na próxima quarta-feira

Maria das Dores Meira tem em mãos um acordo alcançado com a DataRede, que põe fim ao litígio judicial com a empresa e que prevê a redução de 25 anos ao contrato inicial de concessão do estacionamento tarifado na cidade.

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As negociações com a concessionária foram concluídas há dias e, no âmbito do novo acordo, o estacionamento pago só irá vigorar por mais dez anos, serão reduzidos 2 700 lugares tarifados em função do inicialmente previsto e as tarifas não sofrerão aumento até final da concessão.

O acordo vai ser submetido a discussão e votação na reunião pública de câmara da próxima quarta-feira e a autarca realça a importância do final do litígio entre as partes, resultante da denúncia do contrato feita pelo anterior executivo, por alegado incumprimento contratual da empresa.

“A grande vitória financeira deste acordo é resolver um problema de milhões de euros que a Câmara teria de pagar em indemnizações, se os processos judiciais – provocados pela gestão danosa da CDU – tivessem continuado. Havia cinco processos contra o município e uma grande probabilidade de as sentenças serem desfavoráveis à câmara, o que teria como resultado o pagamento de indemnizações de milhões de euros à concessionária”, diz a autarca, que não poupa críticas ao anterior executivo municipal.

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“Em apenas 100 dias de mandato resolvemos um dossier que se arrastava há quatro anos, por má gestão do anterior executivo que deixou que isto se tornasse num problema para a cidade de Setúbal. Com vontade e diplomacia quase tudo se pode resolver. Foi o que faltou ao executivo da CDU”, considera.

A presidente da autarquia revela que o novo acordo prevê uma redução do contrato inicial de concessão “de 40 anos para 15 anos”, “[O contrato] Fica apenas com 37,5% da extensão original”. O que significa que o estacionamento pago irá durar por apenas mais dez anos.

“De forma a compensar a concessionária pela redução do contrato, o município cede 12,5% da repartição de receitas futuras, mas sem qualquer custo direto para o Orçamento Municipal ou para os setubalenses”, esclarece, para juntar de seguida: “O acordo prevê que as obras dos [dois] parques subterrâneos, inicialmente previstas, não aconteçam. Esta decisão vai ao encontro da Lei que limita a construção subterrânea daquela zona e possibilita assim reduzir o número de anos da concessão”, explica.

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Prevista também está a redução do número de lugares tarifados nas áreas residenciais. “Serão reduzidos 2 700 lugares ao contrato inicial e não haverá nem um lugar a mais do que hoje existe. O estacionamento tarifado fica circunscrito à zona de maior pressão e procura, onde é necessário – a zona ribeirinha e centro. Não haverá expansão para mais zonas da cidade”, frisa Dores Meira, ao mesmo tempo que garante que até final da concessão não será aumentado o preço das tarifas. “O acordo defende os setubalenses: não haverá qualquer aumento de tarifas até ao final do contrato, nem haverá aumento do número de lugares pagos atuais.”

Podiam ter hipotecado o futuro de Setúbal”
De acordo com a edil, foi assim encontrada “uma solução jurídica robusta que permite a redução da duração do tempo de contrato, o congelamento das tarifas e do número de lugares tarifados” e, acima de tudo, “o fim dos processos em tribunal”, os quais, considera, “provavelmente teriam continuidade em processos indemnizatórios avultados”.

O novo acordo, salienta, “resolve todas as questões pendentes entre as partes”. “Quero dizer que todos os valores do contrato entraram na negociação para se chegar a esta resolução. Ao regularizarem a situação e aceitarem as novas condições, entramos numa nova fase de cumprimento rigoroso”, assegura a líder do executivo.

Ao mesmo tempo, Dores Meira reforça as críticas à atuação do executivo anterior. “As decisões tomadas no mandato passado poderiam ter hipotecado o futuro de Setúbal. Nós comprometemo-nos a resolver esta trapalhada e foi o que fizemos. Houve muita irresponsabilidade na gestão deste processo pelo anterior executivo da CDU, mesmo muita”, dispara. E reforça: “É preciso esclarecer que a proposta de resolução do contrato provavelmente não tinha fundamento jurídico suficiente – poderíamos ter um grande problema em mãos. Perante a resolução deste problema deixamos de ter a iminência de pagar milhões em tribunal”.

A terminar, Dores Meira realça o trabalho do executivo que lidera. “Este acordo é a prova de que Setúbal tem agora um executivo municipal que sabe resolver os problemas e negociar com diálogo e competência, em defesa do interesse público. As condições acordadas vão ao encontro dos compromissos assumidos pela nossa candidatura independente e, em apenas 100 dias, a gestão do movimento Setúbal de Volta conseguiu o que a CDU não conseguiu em quatro anos: acabar com os processos em tribunal, reduzir a duração do contrato para 15 anos (retirando 25 anos), reduzir mais de um terço do número de lugares tarifados para menos 2 700 lugares, e não aumentar as tarifas até ao final do contrato. É um acordo que salvaguarda Setúbal”, conclui.

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