Alcácer do Sal reclama “verba considerável” para reabilitar danos das cheias

Alcácer do Sal reclama “verba considerável” para reabilitar danos das cheias

Alcácer do Sal reclama “verba considerável” para reabilitar danos das cheias

“Os apoios que estão a ser divulgados [pelo Governo] são completamente irrisórios para a situação de calamidade e de tragédia que temos no concelho”, diz Clarisse Campos

A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, reclamou hoje do Estado a atribuição de “uma verba considerável”, que não precisou, para reabilitar as infraestruturas danificadas pelas cheias neste concelho do distrito de Setúbal.

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“Vamos reivindicar ao Estado que venha ao terreno e comece a verificar o que temos destruído em termos de estradas, acessos e edifícios municipais, além das empresas, espaços comerciais e habitações familiares”, afirmou à agência Lusa a autarca.

Clarisse Campos considerou que, perante a catástrofe que atingiu Alcácer do Sal, será preciso atribuir ao concelho “uma verba considerável”, que não especificou, para a reabilitação das infraestruturas e equipamentos danificados.

“Os apoios que estão a ser divulgados [pelo Governo] são completamente irrisórios para a situação de calamidade e de tragédia que temos no concelho”, frisou, insistindo que será necessário “muito dinheiro para se conseguir reabilitar tudo”.

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Segundo a presidente do município, além dos danos causados pelas inundações em empresas, espaços comerciais e casas, a própria câmara também regista prejuízos na biblioteca municipal, no edifício dos serviços técnicos e em estradas.

A autarca destacou a “enorme onda de solidariedade” que se gerou à volta do concelho, envolvendo equipas de voluntários e militares, entre outros, nos trabalhos de limpeza, e a atribuição de donativos em dinheiro.

Para os donativos, foi criada uma conta solidária pelo Atlético Clube Alcacerense, com o aval e apoio institucional do município, com vista a reunir fundos para apoiar quem perdeu os bens nas cheias das últimas semanas.

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As doações podem ser feitas para a conta com o IBAN (International Bank Account Number, em português Número Internacional da Conta Bancária) PT50004560204041220854549.

De acordo com Clarisse Campos, a iniciativa inclui a criação de um regulamento e a constituição de uma unidade de missão, com especialistas nas áreas jurídica, contabilidade, arquitetura e engenharia, que vai acompanhar a atribuição dos donativos.

“Os donativos em dinheiro são importantes, porque o financiamento que o Estado já anunciou é manifestamente pouco para reabilitar tudo aquilo que ficou destruído”, salientou.

Apesar da redução do caudal do rio Sado nos últimos dias, a Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada, esta manhã, devido à subida do nível da água provocada pelo período de maré cheia que coincidiu com as descargas das barragens.

Ainda assim, Alcácer do Sal tenta voltar, a pouco e pouco, à normalidade, com a reabertura das escolas na passada segunda-feira e a entrada em funcionamento de uma farmácia provisória, prevista para esta tarde.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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