DORS-PCP volta a defender a posse pública da AMARSUL

DORS-PCP volta a defender a posse pública da AMARSUL

DORS-PCP volta a defender a posse pública da AMARSUL

Comunistas apontam dedos aos governos PS e AD e contestam os aumentos de preços associados à tarifa da empresa

A Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP mostra-se contra o que considera ser uma escalada inaceitável das taxas praticadas pela AMARSUL desde o processo de privatização da empresa.

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Para os comunistas, o quadro vivido no setor dos resíduos urbanos, marcado por aumentos sucessivos das tarifas suportadas por utentes e municípios e pela degradação dos serviços e das infraestruturas de tratamento na região, resulta de opções políticas assumidas por sucessivos governos do PS, PSD/CDS (AD), que apontam à transferência de empresas e setores estratégicos para grupos privados.

No mesmo sentido, a estrutura regional do PCP entende que a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) tem atuado como promotora da subida dos preços, funcionando como instrumento de desresponsabilização governativa quanto às consequências dessas decisões.

Os comunistas defendem que o percurso seguido após a Revolução de Abril demonstrou a existência de alternativas. Recordam que, nesse período, as populações e o poder local avançaram na criação de infraestruturas que garantiram o acesso à água potável, ao saneamento e à recolha regular de resíduos, processo que evoluiu para uma solução intermunicipal na Península de Setúbal com a constituição da AMARSUL.

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Segundo o PCP, tratava-se de uma empresa de capitais exclusivamente públicos, responsável por um sistema moderno de recolha, tratamento e valorização de resíduos e que apresentava resultados positivos. Esse caminho teria sido interrompido em 2015 com a privatização decidida pelo governo PSD/CDS, opção que, sublinha, o PS não reverteu.

“As prioridades da Mota/Engil detentor da maioria do capital da empresa após a privatização, não são a promoção da qualidade de vida das populações, mas os lucros do acionista.com os resultados que estão à vista. Não investiu na modernização, nem em alternativa ao esgotamento do aterro do Seixal, degradou o serviço público prestado às Populações e Municípios, aumentou enormemente as tarifas e taxas cobradas às populações e aos municípios, aumentou a precariedade nas relações de trabalho e degradou-se os salários dos trabalhadores”, lê-se em informação enviada a O SETUBALENSE.

Perante este cenário, o PCP apela à mobilização de populações, trabalhadores, democratas e patriotas para contestarem os aumentos de preços associados à tarifa da Amarsul e à Taxa de Gestão de Resíduos definida pelo Governo, bem como a degradação do serviço público, defendendo o regresso da empresa à posse e gestão públicas.

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