No Barreiro, PS tributa máximo do século, mas devolve zero

No Barreiro, PS tributa máximo do século, mas devolve zero

No Barreiro, PS tributa máximo do século, mas devolve zero

11 Fevereiro 2026, Quarta-feira
Deputado Municipal na Câmara do Barreiro pelo PSD

No Barreiro o Partido Socialista aprovou, com o voto contra do Partido Social Democrata, o maior nível de tributação direta sobre as famílias Barreirenses do século 21. Excluindo a derrama, essencialmente suportados pelas empresas, são agora 289 euros que cada munícipe barreirense vai contribuir para as receitas da autarquia, o que representa cerca de 2,4 vezes mais do que no início do século, em que este valor era de 121 euros. São mais 167 euros por ano, ou 139% acima do que se pagava em 2000. E 63% acima dos 177 euros por habitante, quando Frederico Rosa venceu as eleições pela primeira vez.

O atual executivo socialista foi campeão das receitas destes impostos diretos suportados pelas famílias. Foi durante os mandatos socialistas que mais subiram as receitas de tributação direta relacionadas com IMI, IUC e IMT.  Em 9 anos de PS, cada um de nós vai pagar mais 112 euros de impostos diretos para a autarquia, mais que o dobro do que este valor, medido por habitante subiu nos primeiros 17 anos do século (55 euros por habitante). Se formos verificar por ano, entre 2000 e 2027, a subida desta tributação ocorreu a um passo de 3,3 euros por ano até 2017, e a 12,4 euros por ano entre 2017 e 2026, considerando os valores já aprovados para 2026. Foi o maior ciclo de subida de impostos diretos do século.

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E ainda assim, mesmo com receita de impostos diretos nos máximos, e num concelho onde os salários são cerca de 8% abaixo da média nacional e do distrito, o executivo do partido socialista não quis “tirar o pé do acelerador”, e não aceitou reduzir impostos, nem devolver parte do IRS, como já fazem muitos outros concelhos, e que o Partido Social Democrata defendeu nas suas propostas para o Orçamento.

O executivo socialista e o seu presidente repetem frequentemente que foram os primeiros na história da democracia a baixar impostos no Barreiro, mas a verdade é que ainda se encontram muito elevados, e com uma estrutura desequilibrada, demasiado assente em imobiliário e assente na tributação de impostos sobre os particulares e famílias.  De acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, o peso dos impostos diretos relacionados com IMI e IMT, representam cerca de 82% para concelhos de média dimensão, que é o caso comparável do Barreiro. Mas neste concelho, em 2026, estas rubricas irão valer cerca de 90% da tributação direta.

O que também está evidenciado neste relatório é as receitas de derrama – essencialmente suportadas pelas empresas com sede no município – representam em média cerca de 9% do total dos impostos diretos. E esta é um número relevante, porque é o que permite, para além de diversificar as receitas de impostos locais e acomodar menos peso nas famílias, avaliar de certa forma, o sucesso das autarquias na captação de mais empresas e investimento. Ora no concelho do Barreiro, cuja origem foi eminentemente industrial, esta rúbrica nos 8 anos de gestão socialista, cerca de 4% do total das receitas, e assim se prevê que se mantenha em 2026. Ou seja, menos de metade da média nacional, e cerca de metade da média do Distrito de Setúbal, que tem sido de cerca de 7,5% nos últimos anos.

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O PSD votou naturalmente contra este orçamento. Sobre impostos há a história que o Executivo conta, e há aquilo que os números mostram. As famílias barreirenses, sobre as quais recaem grande parte destes impostos – porque a Derrama é residual no Barreiro e metade da média nacional – é que não ganharam fiscalmente nada. Com as receitas nos máximos, a opção política foi manter tudo na mesma, e devolver zero aos barreirenses.

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