PS critica Governo na reconfiguração das administrações dos portos

PS critica Governo na reconfiguração das administrações dos portos

PS critica Governo na reconfiguração das administrações dos portos

Cessação da vigência do decreto-lei que afasta autarcas e estruturas metropolitanas da decisão foi rejeitada. Pinotes Batista atira-se ao executivo

O PS não poupa críticas à opção do Governo da AD de reconfigurar as administrações dos portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra por decreto-lei, afastando os municípios e as estruturas metropolitanas dos processos de decisão.

- PUB -

Os socialistas defendiam a cessação da vigência daquele diploma, pretensão que acabou por ser rejeitada no debate quinzenal de quarta-feira passada, com votos contra de PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP.

No debate, André Pinotes Batista, deputado socialista eleito pelo círculo de Setúbal – que preside à Federação Distrital de Setúbal do PS e à Assembleia Municipal do Barreiro –, considerou que o decreto-lei de 13 de novembro de 2025 representa um “recuo democrático”, já que elimina a representação direta de 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, reduzindo a participação autárquica a um papel sem influência efetiva.

Para o socialista, que é também um dos dois vice-presidentes da Comissão de Infraestruturas, Obras Públicas e Habitação, a governação portuária “não é um assunto técnico desligado da vida das populações”. Os portos integrados no espaço urbano “têm impacto direto no ambiente, na mobilidade, na preservação do património, na manutenção do espaço público e na fruição das orlas ribeirinhas, além de condicionarem concessões desportivas e comerciais, a atividade piscatória e a náutica de recreio”. E ignorar essa dimensão significa, segundo o dirigente do PS, “ignorar a voz e a qualidade de vida de mais de dois milhões de portugueses”.

- PUB -

Pinotes Batista apontou também baterias a Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, a quem acusa de ter entrado em “contradição política” nesta matéria, uma vez que o governante, no passado, enquanto autarca em Cascais, defendia a participação municipal neste tipo de órgãos. Agora, o Governo “opta por substituir representação democrática por nomeações de confiança pessoal”, o que, sustentou o socialista, “enfraquece o diálogo institucional necessário à integração entre porto e cidade”.

A posição do PS nestas matérias, faz notar Pinotes Batista, é de “respeito pelo papel da Área Metropolitana de Lisboa e pelo princípio de cooperação entre níveis de poder”. “O que está em causa é garantir a quem governa no terreno a possibilidade de interlocução efetiva na tutela”, justificou.

O chumbo da cessação da vigência do decreto-lei – apesar dos votos favoráveis de PS, PCP, BE, PAN, JPP e Livre – deixa a nu uma “fronteira política”, conclui Pinotes Batista, ao considerar que do lado do Governo e dos restantes partidos da direita sustenta-se a centralização, ao passo que à esquerda defende-se “autonomia do poder local e de uma governação portuária transparente, suprapartidária e centrada no interesse das populações”.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não