“Tivemos algumas inundações na zona mais baixa da cidade, junto à Ribeira Velha, mas foram prontamente resolvidas pelos bombeiros”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal
A situação em Alcácer do Sal após o temporal “está controlada”, apesar de inundações pontuais, danos no cais palafítico da Carrasqueira e previsão de nova maré alta na próxima madrugada, informaram hoje a câmara e Proteção Civil.
“Tivemos algumas inundações na zona mais baixa da cidade, junto à Ribeira Velha, mas foram prontamente resolvidas pelos bombeiros”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos (PS), acrescentando que continuam a decorrer as operações de limpeza.
Segundo a autarca, o temporal também causou “danos sérios” no cais palafítico da localidade de Carrasqueira, a alguns quilómetros da sede de concelho, no distrito de Setúbal.
Aí, relatou, os pescadores não só estão muito preocupados e solicitam apoio em madeira para a reposição daquela estrutura, como também estão impedidos de exercer a atividade devido à entrada de água doce na zona piscatória.
Em declarações aos jornalistas, a presidente da câmara adiantou ainda que a autarquia está a organizar equipas para o levantamento dos prejuízos e a criar um gabinete de apoio à população, na sequência do reconhecimento pelo Governo da situação de calamidade no concelho.
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, alertou para a precipitação intensa prevista para a próxima madrugada e para uma nova subida da maré, com pico previsto por volta das 04:00, situação que preocupa as autoridades.
Segundo Tiago Bugio, ainda há várias estradas que continuam cortadas e há seis barragens que continuam a debitar na bacia do hidrográfica do Sado, com descargas em período de baixa-mar para minimizar impactos, em articulação permanente com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Tiago Bugio adiantou ainda que os dias 05 e 08 (a próxima quinta-feira e domingo) são considerados especialmente preocupantes devido à acumulação de precipitação e à saturação dos solos.
No entanto, assegurou, há um dispositivo reforçado para evitar um cenário semelhante ao registado no dia 28 de janeiro, quando o Rio Sado galgou as margens e começou a inundar a Avenida dos Aviadores, que se prolongou pelos dias seguintes, obrigando a evacuar um lar e provocando prejuízos em viaturas, habitações e comércios.