Festival leva seis concertos ao Cine-Teatro S. João, nos próximos dias 30 e 31
O Festival Microsons está de regresso a Palmela, nos próximos dias 30 e 31, com seis concertos no Cine-Teatro S. João, a cargo de nomes incontornáveis da música portuguesa: de Lena d’Água a Mazgani, passando por Jorge Cruz, Afonso Rodrigues, Jhon Douglas e Emmy Curl.
A abrir o festival, dia 30 pelas 21h00, estará Jhon Douglas, um músico e compositor brasileiro, nascido na Amazónia, cuja música reflete as suas inquietações e visões do mundo.
Uma hora mais tarde sobe ao palco a cantora Emmy Curl, alter-ego de Catarina Trindade, multi-instrumentista, compositora, produtora, que, aos 15 anos, se estreou em disco. Passou pelo Festival do Sudoeste, fez a primeira parte dos norte-americanos Eels, no Coliseu, e foi convidada a participar no Festival da Canção em 2018 e 2025, onde chegou a um público mais vasto. Juntar música tradicional e jazz é a sua imagem musical que desfilará em Palmela.
A encerrar o primeiro dia do Microsons, pelas 23 horas o palco é de Mazgani, músico iraniano a residir em Portugal desde final dos anos de 1970. Ainda antes de editar o primeiro álbum (“Songs of the New Heart” em 2007), a revista francesa Les Inrockuptibles elegeu-o como um dos 20 melhores novos artistas na Europa. Cantor, compositor, guitarrista, é um nome de referência no panorama musical português e é nessa qualidade que encerra a noite do Festival.
No dia 31, pelas 21h00, apresenta-se Afonso Rodrigues, um músico que durante anos foi o “frontman” da banda Sean Riley & The Slowriders, que recentemente se aventurou a solo e em português com “Areia Branca”.
Pelas 22h00 é a vez de Jorge Cruz, o músico e compositor (Ana Moura, Cristina Branco e Ana Bacalhau, entre muitos outros nomes) mais atento à música de raiz popular e à música rock. O saudoso grupo Diabos na Cruz foi marca na música portuguesa e na vida de Jorge Cruz.
A edição de 2026 do Microsons termina com Lena D’Agua, cujos dois recentes álbuns, “Desalmadamente” e “Tropical Glaciar” revitalizaram a longa carreira da eterna cantora de “Sempre que o amor me quiser”. E de que maneira, dois grandes álbuns que têm sido a base dos inúmeros e contagiantes concertos de Lena D’Agua. Um encerramento em grande desta edição do Microsons. Opinião Musical