Associação da Imprensa ouvida na AR sobre crise na distribuição de jornais e revistas

Associação da Imprensa ouvida na AR sobre crise na distribuição de jornais e revistas

Associação da Imprensa ouvida na AR sobre crise na distribuição de jornais e revistas

Diretores da API foram recebidos na Comissão de Cultura da Assembleia da República. Setor continua à espera da aplicação de medidas da tutela

Paulo Ribeiro e Francisco Alves Rito, diretores da Associação Portuguesa de Imprensa (API), foram ouvidos na Comissão de Cultura da Assembleia da República, no âmbito da crise na distribuição de Imprensa em Portugal.

- PUB -

A audição – realizada a pedido dos partidos Chega e Livre – incidiu “sobre o risco iminente de suspensão da distribuição diária de jornais e revistas em oito distritos e sobre a necessidade de uma resposta pública urgente que salvaguarde o direito constitucional à informação”, explica a API em comunicado.

Em cima da mesa, segundo a API, esteve também a “profunda preocupação” sentida no setor, face ao “impasse que se mantém desde a apresentação do Plano de Ação para a Comunicação Social, em outubro de 2024, sem que, até ao momento, tenham sido concretizadas medidas estruturais”.

“Está em causa a possibilidade de interrupção da distribuição diária de Imprensa em oito distritos — Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança —, cenário que a API considera inaceitável num Estado de direito democrático.”

- PUB -

Na audição, os diretores da API destacaram “a fragilidade estrutural do atual modelo de distribuição, marcado pela concentração quase total da atividade num único operador”, a VASP. E sublinharam que este operador “tem vindo a alertar para a sua insustentabilidade financeira, resultante da quebra continuada das vendas em papel e do aumento dos custos operacionais”.

Defenderam que “a distribuição de jornais e revistas deve ser assumida como uma política pública essencial, à semelhança do que sucede noutros países europeus”.

Ainda assim, para a associação, o modelo concreto da solução “é secundário face ao objetivo central: garantir que a Imprensa continua a chegar a todo o território nacional”.

- PUB -

A API considera que a criação de “regiões sem jornais” constitui “um retrocesso democrático grave, com precedentes internacionais associados ao enfraquecimento do debate público e ao crescimento da desinformação”.

Ao mesmo tempo, a associação manifesta “disponibilidade para ser parte ativa da solução, tendo já promovido reuniões com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e com a VASP, com vista à identificação de medidas estruturais que permitam responder à crise na distribuição de Imprensa”.

Além disso, a API solicitou uma audiência ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro, para abordar a situação “e o estado de execução do Plano de Ação para a Comunicação Social”. A terminar, a associação diz continuar a aguardar resposta à marcação da reunião e vinca “o caráter de urgência” que estas questões assumem para o setor da Imprensa.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não