Cerca de 95 pessoas participaram na iniciativa que decorreu na manhã do passado sábado. Ação foi apoiada por 12 entidades
Mais de uma tonelada de lixo foi recolhida este sábado numa iniciativa que decorreu ao longo de vários quilómetros da costa de Tróia, no concelho de Grândola. Esperavam-se cerca de 65 pessoas para participar na ação mas, no final, o número de voluntários ascendeu aos 95.
O número é avançado pela responsável da organização da iniciativa, Inês Maçarico, que diz a O SETUBALENSE que todos os fatores foram favoráveis para que a ação se desenvolvesse. No total foram recolhidas 1,14 toneladas de lixo.
“As empresas que apoiaram, foram incríveis e nada falhou, mesmo também no terreno fizemos a divisão em cinco equipas e funcionou bastante bem. Depois chegou a Brigada do Mar com as motos e foi espetacular, não podia ter sido melhor. São Pedro também nos ajudou, deu-nos sol e começou a chover quando já estávamos a vir embora, mas o feedback que tenho recebido tem sido muito bom”.
Ao longo da manhã do passado sábado foram recolhidos centenas de sacos do lixo que continha o mais variado material entre cordas, redes de pesca, garrafões de plásticos – alguns inteiros e outros partidos –, pneus, pedaços de madeira.
Desde crianças, passando pelos jovens e até os mais velhos, todos participaram na iniciativa que, a meio da manhã, teve uma pausa para que os voluntários pudessem desfrutar de um lanche cedido por uma das entidades que apoiou a ação. Com ponto de encontro na Doca de Recreio das Fontainhas, pelas 10h30, os participantes seguiram depois para a península de Tróia a bordo de várias embarcações – garantidas pelas entidades que apoiaram a iniciativa.
Tendo começado com o apoio de cinco associações, e graças à divulgação da atividade, no final a iniciativa acabou com o apoio da InfraTróia, Câmara Municipal de Grândola, TróiaResort, Tróia Design Hotel, Porto de Setúbal, Tróia Marina, Atlantic Ferries, Meu Super, Longitude, Rotas do Sal, Setúbal Alive e Oceanum Liberandum.
Esta decorreu entre a Praia do Bico das Lulas e mais de metade da Praia da Galé.
Estado do areal tornou-se viral nas redes sociais
Num primeiro vídeo publicado a 5 de janeiro na rede social TikTok a jovem surge em choro a mostrar a quantidade de lixo – e até animais – encontrados durante o passeio. Entre peixes já mortos, e até uma raia-tremelga também ela morta, o que Inês Maçarico mais filmou foram cordas, garrafões vazios e redes utilizadas na atividade da pesca. Por esta razão, publicou o vídeo como um pedido de ajuda.
“Retirei o lixo que pude e puxei para fora da linha da água o que consegui… e mesmo assim sinto que falhei”, escreve na descrição do vídeo.
Toda a iniciativa começou a ser organizada a partir daí, quando a Oceanum Liberandum recebeu o vídeo da jovem setubalense que tem uma página nas redes sociais (Amogli) onde mostra a sua perspetiva sobre a natureza e onde explora os projetos “Raízes de Setúbal” e “Raiz Azul”.
“Foi completamente inesperado, não estava mesmo nada à espera. Na minha página da Amogli vou partilhando sempre algumas aventuras que vou fazendo e gravei aquela situação infeliz, só que ao invés de colocar apenas os ‘stories’ resolvi mesmo fazer uma publicação da desgraça que tinha visto na península de Troia. O vídeo tornou-se – para mim foi – meio que viral, porque nunca tinha tido aquela repercussão e alguém enviou à Oceanum Liberandum, eles disponibilizaram-se logo para fazermos alguma coisa relativamente a isso e não havia como recusar”.
A solidariedade não vai parar por aqui porque, existe um grupo de pessoas na rede social Whatsapp que conta com mais de 90 pessoas onde vão ser divulgadas novas ações.
“Isto é apenas o início de um percurso, espero que bonito, que possamos criar daqui para a frente, em que podemos marcar a diferença pela positiva e podermos ser um bocadinho melhor e deixar os sítios por onde passamos também melhores”, diz também Inês Maçarico.





