Os resultados das eleições presidenciais de ontem, no distrito de Setúbal, foram muito idênticos aos totais nacionais no que diz respeitos aos dois candidatos que ficaram à frente, ambos conseguiram até percentagens um pouco maiores na região.
António José Seguro foi o mais votado no circulo eleitoral de Setúbal, com 32% dos votos, cerca de 6% a mais do que André Ventura que, com quase 25% foi o segundo com mais percentagem no distrito.
Em termos de votos, o candidato apoiado pelo PS recolheu na região mais de 127 mil votos enquanto o presidente do Chega foi o escolhido por 97 mil eleitores.
Cotrim de Figueiredo contabilizou 59 mil votos, Henrique Gouveia e Melo 56 mil, Marques Mendes 26 mil, António Filipe 16 mil, Catarina Martins 10 mil, Manuel João Vieira 6 mil, Jorge Pinto não chegou aos 3 mil, André Pestana obteve quase 700 e Humberto Correia quase 350.
A hierarquia nacional de resultados repetiu-se no círculo eleitoral de Setúbal até ao quinto lugar, tendo ficado João Cotrim de Figueiredo (14%) em terceiro, Gouveia e Melo (13%) em quarto e Marques Mendes (6%) na posição número cinco.
As grandes diferenças no plano regional estão relacionadas com António Filipe e Marques Mendes. Enquanto o candidato apoiado pelo PCP conseguiu no distrito mais do dobro (3,8%) da percentagem de votos que obteve no país (1,5%) – e ultrapassou Catarina Martins, que ficou à sua frente no território nacional -, Luís Marques Mendes sofreu em Setúbal uma derrota ainda mais pesada do que no resto do país. O candidato apoiado pela AD ficou-se pelos 6% dos votos, quando no total nacional se aproximou dos 12%.
Apesar de em Setúbal ter sido ultrapassada por António Filipe, Catarina Martins também conseguiu no distrito (2,4%) um resultado percentual melhor do que aquele que obteve no país (2%).
Manuel João Vieira, que ficou em oitavo lugar no país e na região, conseguiu melhor resultado na região (1,6% para 1%), e Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, ficou em nono lugar, em linha com o total nacional, com 0,6%.
Em penúltimo lugar ficou o sindicalista André Pestana, que ficou pior no distrito do que no país, com perto de 0,2%, e na décima primeira e última posição ficou Humberto Correia, com uma percentagem na região (0,09%) um pouco melhor do que no total (0,08%).