O candidato presidencial participou ontem num comício no Barreiro
O candidato presidencial António José Seguro considerou ontem fundamental a segurança para viver em liberdade, rejeitando que o tema seja “de outro campo político”, e defendeu ser necessário “criar riqueza” para pagar melhores salários e financiar o Estado social.
“Não é possível garantir às pessoas mais segurança, independentemente da hora do dia, para que elas possam andar e trabalhar e circular e passear em total liberdade e em total segurança? Sim, segurança para mim é uma questão fundamental. Muita gente considera que falar nos temas de segurança é de outro campo político. Eu não penso assim”, disse num comício no Barreiro.
Para António José Seguro, a segurança é mesmo “a primeira condição” para se ser livre e “viver em liberdade”, sendo preciso “ter essa garantia”, apontou.
O candidato apoiado pelo PS defendeu também, no discurso, que não se deve ter receio da expressão “criar riqueza”. “Numa economia de mercado que nós defendemos, quem cria riqueza são as empresas. E criando riqueza isso significa que o país tem mais recursos. Em primeiro lugar para pagar melhor aos seus empregados, mas depois também para poder financiar, mantendo ou até diminuindo as cargas de impostos, o nosso Estado Social”, apontou António José Seguro.
Segundo o candidato, a criação de riqueza “é fundamental” para construir um “país coeso”, “desenvolvido” e “tirar da pobreza cerca de dois milhões de portugueses”.
Na campanha, Seguro diz que tem visto “gente que quer trabalhar, pagar impostos justos, mas exige que o Estado lhe retribua em bens, na saúde, na educação, na proteção social”.
“O empresário não se importa de pagar impostos, mas quer que o Estado não condicione a sua iniciativa, não aborreça, não limite, não leve meses e meses e meses e anos a tratar de papéis ou exigir burocracia a essas empresas”, disse ainda.
Num comício que contou com a atuação e manifestação de apoio dos músicos Milhanas e Agir, Seguro voltou a sublinhar a satisfação com o apoio do PS.
“Depois de Mário Soares, de Jorge Sampaio e de Manuel Alegre e eu, num escalão obviamente diferente, não me ponho ao mesmo nível, mas foi muito bom receber esse apoio do PS”, enfatizou.
Este apoio, de acordo com o antigo líder socialista, “não contamina esta candidatura porque ela foi, é e será sempre uma candidatura suprapartidária”, destacando ainda os apoios da líder do PAN, Inês de Sousa Real, e do deputado único do JPP, Filipe Sousa.

