Espetáculos passam por várias salas de espetáculos e esperam-se duas exposições que dão a conhecer a história do festival
Falta pouco menos de um mês para se dar início à 15.ª edição do Festival Círculo de Jazz de Setúbal. Com espetáculos ao longo de quase duas semanas, em vários espaços da cidade, a festa começa já este mês com a inauguração de duas exposições.
A primeira, a 24 de janeiro a partir das 18 horas, vai estar na Casa da Cultura e nesta os visitantes vão poder conhecer a história do festival que este ano celebra 15 anos desde que começou a ser organizado.
No dia 31 de janeiro, pelas 16 horas, no stand Audi na Caetano Drive Setúbal, abre portas uma outra mostra que prolonga a da Casa da Cultura – e espera-se a atuação de um combo da Escola de Jazz e Música Improvisada da Sociedade Musical Capricho Setubalense (SMCS).
“Estamos a fazer a recolha do material. Serão fotografias de vários autores e proveniências, documentando a história do Festival”, explicou a chefe da Divisão de Cultura e Património da Câmara de Setúbal, Mónica Duarte, em declarações à agência Lusa.
O guitarrista acústico e compositor britânico Jon Gomm abre o festival a 5 de fevereiro, no Cinema Charlot. O festival encerra no dia 14 com os concertos de Maria João e Mário Laginha e do guitarrista André Fernandes.
Gomm é conhecido por um “estilo que envolve ‘taping’, o uso da guitarra enquanto percussão”, e mudança de afinação enquanto toca, congregando num só instrumento “o papel de baixo, percussão e toda uma paisagem sonora”, destaca a organização.
No dia seguinte atua Francisco Andrade com o seu trio. O saxofonista e compositor é apresentado como “um dos nomes centrais do jazz na ilha da Madeira”.
O músico editou recentemente o seu álbum de estreia em nome próprio, “Linhas e Formas”, em que é acompanhado pelo pianista espanhol Javier Galiana e pelo baterista João Lencastre, com os músicos convidados Alexandre Andrade, trompetista, e Ricardo Dias, contrabaixista.
A 7 de fevereiro, na Igreja do Convento de Jesus, atua o ensemble Leida, da cantora Mariana Dionísio. Trata-se de um conjunto para oito vozes, “que procura questionar os trâmites canónicos dos grupos corais”. Beatriz Nunes, Filipa Franco, Leonor Arnaut, Nazaré da Silva, Diogo Ferreira, Hugo Henriques e João Neves compõem o ensemble, com Mariana Dionísio.
No mesmo dia, o Fórum Luísa Todi acolhe o pianista espanhol Chano Dominguez com o contrabaixista Horacio Fumero e o percussionista David Xirgu, numa fusão do jazz com flamenco, entre tangos, tanguillos, alegrías, compás de bulerías, fandangos e soleás.
Ainda no dia 7, na SMCS, toca o saxofonista italiano Nicolò Ricci, músico que tem atuado em diferentes projetos, como o Ambergris, a Jo Goes Hunting Orchestra e o Sun-Mi Hong Quintet.
A Orquestra de Jazz de Setúbal atua no dia 13, no Luísa Todi, com direção de Carlos Azevedo e a participação do pianista e compositor Luís Figueiredo. Também no dia 13, o contrabaixista e compositor Miguel Ângelo apresenta o novo álbum, “Distopia”, com o seu trio, composto pelo guitarrista Luís Ribeiro e o baterista Mário Costa.
A cantora Maria João e o pianista Mário Laginha marcam o último dia do festival, 14 de fevereiro, no Forum Luísa Todi. No mesmo dia atua ainda o guitarrista e compositor André Fernandes que em 2013 editou o álbum “Motor”, gravado com Bernardo Sassetti (piano), José Pedro Coelho (saxofone), Demian Cabaud (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria).
Com a morte de Bernardo Sassetti, em maio de 2012, o grupo parou a atividade, mas o guitarrista reativou o grupo com o pianista Miguel Meirinhos.
André Fernandes editou doze álbuns como líder e já trabalhou com músicos como Lee Konitz, Mário Laginha, Maria João, Tomasz Stanko, Dan Weiss, Perico Sambeat, Avishai Cohen e João Paulo Esteves da Silva.
O festival é organizado pela Câmara Municipal de Setúbal, em parceria com a SMCS e com o apoio da Caetano Drive Setúbal. Os concertos no Fórum Luísa Todi são cofinanciados pela DGARTES, no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses. Com Lusa