PCP culpa sucessivos governos pela grave situação na Saúde que se vive na península de Setúbal

PCP culpa sucessivos governos pela grave situação na Saúde que se vive na península de Setúbal

PCP culpa sucessivos governos pela grave situação na Saúde que se vive na península de Setúbal

Falta de socorro atempado em dois casos trágicos ocorridos na região veio expor a necessidade da imediata construção do hospital no Seixal, diz a distrital do PCP

A Direção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP responsabiliza os sucessivos governos do PS e de PSD e CDS pela “grave situação do direito à Saúde” que se vive na península de Setúbal. A posição da estrutura distrital comunista surge na sequência dos recentes casos de falta de socorro atempado de ambulâncias a um homem no Seixal e a uma mulher em Sesimbra, que acabaram por falecer.

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“A degradação do direito das populações à Saúde, promovida ao longo de décadas por governos do PS e de PSD e CDS, nas suas diversas vertentes, da medicina preventiva à prestação de socorro e ao atendimento hospitalar, tem, como o PCP repetidamente vem chamando à atenção, consequências que, por estes dias, assumiram estas expressões dramáticas”, afirma a DORS do PCP, em comunicado.

Os comunistas lembram que têm vindo a denunciar “a inexistência de condições” para que os bombeiros cumpram as suas missões, o que “cria ainda mais dificuldades à concretização plena do direito à saúde”. E apontam baterias ao atual executivo liderado por Luís Montenegro. “O Governo, que entretanto tem assegurado meios infindáveis para garantir borlas fiscais às grandes empresas e para gastar dinheiro em armas para prosseguir a guerra, arrasta as respostas que são necessárias para que as corporações dos bombeiros prestem todas as missões de que estão incumbidos, seja no plano dos meios humanos, seja no plano dos meios materiais.”

Para a estrutura distrital do PCP, a escassez de meios de socorro resulta da “asfixia a que os sucessivos governos têm votado as corporações” e “só não é pior pelo esforço, dedicação e abnegação seja da parte das direções das associações humanitárias de bombeiros, seja dos próprios bombeiros”.

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Os dois recentes casos de falta de socorro atempado, considera o PCP, vieram expor “a falta que faz o hospital no Seixal, que servirá as populações deste concelho, mas também de Sesimbra”, já que a há muito prometida unidade hospitalar permitirá não só “desafogar os hospitais de referência, o Garcia de Orta [Almada] e o de S. Bernardo [Setúbal]”, como também “agilizar o serviço dos bombeiros na zona”.

“O PCP considera escandaloso que o primeiro-ministro, na primeira intervenção no debate na Assembleia da República, não apenas não tenha assumido a responsabilidade política pelo caos que está instalado, como ainda não tenha assumido o compromisso de iniciar a imediata construção do hospital no Seixal.”

A terminar, a estrutura distrital comunista exige que o Governo “tome as medidas imediatas para evitar novos casos” e anuncia que o Grupo Parlamentar do PCP já solicitou a presença da ministra da Saúde na Assembleia da República para dar explicações sobre as duas situações, ocorridas em Seixal e Sesimbra.

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Na última quarta-feira, o primeiro-ministro anunciou que o Governo aprovou “a aquisição de novas 275 viaturas para o INEM num investimento que ascende a 16,8 milhões de euros”. No total, serão 163 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos, detalhou, depois, fonte do Governo.

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