23 Maio 2024, Quinta-feira

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Projecto-piloto de tradução automática facilita atendimento aos imigrantes em Odemira

Projecto-piloto de tradução automática facilita atendimento aos imigrantes em Odemira

Projecto-piloto de tradução automática facilita atendimento aos imigrantes em Odemira

Vai recorrer-se a “mecanismos da inteligência artificial”, como “a tradução simultânea”, para “uma melhor comunicação”

 

O Governo quer facilitar o processo de atendimento aos cidadãos estrangeiros, através de um projecto-piloto em desenvolvimento no concelho de Odemira, que recorre à Inteligência Artificial para a tradução automática de diferentes idiomas.

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O projecto-piloto, que arranca em Odemira e irá estender-se a outras zonas do País, vai recorrer a “mecanismos da inteligência artificial”, como “a tradução simultânea”, para “uma melhor comunicação” no atendimento aos cidadãos estrangeiros, explicou à agência Lusa o secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes.

“Isto é feito com recurso a um software de tradução simultânea” instalado num ‘tablet’ que permite ao cidadão estrangeiro “expressar-se na sua língua nativa”, sendo “imediatamente traduzido para a nossa língua e vice-versa”, especificou.

O novo serviço, em funcionamento no Balcão de Atendimento Permanente de Odemira, que presta apoio a comunidades de trabalhadores imigrantes, resulta de um esforço para “reforçar” a presença do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) neste território “em termos de qualificação de espaços e de recursos humanos”.

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“Mobilizámos também a Autoridade para as Condições do Trabalho a ter uma presença bastante mais assídua no território para, no fundo, combater aquelas situações de práticas indesejáveis, ilegais e, por isso, é muito importante que esta integração se faça de uma forma plena no mercado de trabalho, com direitos e respeitando os direitos destas pessoas”, afirmou.

De acordo com Miguel Fontes, o projecto-piloto vai ser implementado até se atingir “o nível de maturidade”, podendo depois ser alargado ao território nacional e, em especial, a zonas “onde haja uma população com expressão” estrangeira.

O governante falava à agência Lusa à margem de uma visita ao serviço de Formação Profissional de Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém (Setúbal), e às futuras instalações do Centro para a Transição Energética.

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“Este centro, que tem um âmbito nacional, vai responder aos desafios da transição energética, uma área crítica hoje [em dia], que gera muitos impactos positivos no mercado de trabalho porque se estão a criar novas oportunidades” de emprego, sublinhou o governante.

Esta valência vai servir para a formação na área das energias renováveis, como o hidrogénio verde, energia solar e eólica, entre outras.

Segundo Miguel Fontes, através de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram criados mais três centros protocolares com vista a responder a “novas áreas emergentes” do mercado de trabalho.

“Criámos o Centro para o Envelhecimento Activo e Saudável, que está sediado em Loulé (Faro), o Centro para a Economia Social, na Guarda, e, o mais recente, que é a Academia do Empresário, que vai estar sediada no Porto”, acrescentou.

À Lusa, o governante referiu ainda que, no âmbito do PRR, foi possível “reequipar a rede do IEFP, num total de 22 mil novos postos de formação nas mais diferentes áreas, com recurso a postos avançados, que disponibilizarão aos formandos o ‘standard’ da indústria, com simuladores, maquinaria e tecnologia que permite uma formação com qualidade”.

“Temos para formação no seu conjunto, entre equipamentos e instalação, 230 milhões de euros, o que é bastante significativo para responder a estes desafios”, concluiu.

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