23 Maio 2024, Quinta-feira

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Militares da GNR acusados por homicídio de homem que os ameaçava com caçadeira

Militares da GNR acusados por homicídio de homem que os ameaçava com caçadeira

Militares da GNR acusados por homicídio de homem que os ameaçava com caçadeira

Suspeito avisado várias vezes para baixar a arma e sem obedecer à ordem e escondido entre arbustos, foi abatido

 

O Ministério Público acusou quatro militares da GNR de Setúbal pelo homicídio, em co-autoria, de um homem durante uma operação táctico policial ocorrida na Fonte da Vaca, Pinhal Novo em Dezembro de 2021. A vítima, Alcílio Gomes, 62 anos, foi abatida com seis tiros quando empunhava uma caçadeira contra si militares. Foi avisado várias vezes para baixar a arma e sem obedecer à ordem e escondido entre arbustos, foi abatido.

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O MP considera que os militares podiam ter usado meios não letais para imobilizar o suspeito. No processo-crime respondem o comandante da GNR de Setúbal, responsável pelas operações e três militares.

O caso ocorreu no Aceiro José Camarinho, na zona rural do Pinhal Novo. Pelas 11.30 horas, militares do Núcleo de Investigação Criminal de Palmela deslocaram-se à residência do suspeito com um mandado de busca e apreensão na sequência de queixas de ameaça com arma de fogo feita por vizinhos e familiares do suspeito.

Chegados a casa do suspeito, os militares foram surpreendidos com disparos de caçadeira feitos a partir do interior da casa do suspeito na sua direcção. Ninguém foi atingido e o homem conseguiu fugir com a arma na sua posse. Alcílio Gomes vivia sozinho, não tinha antecedentes criminais e não estava referenciado pelas autoridades como perigoso.

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A GNR montou um incidente táctico policial e cercou toda a zona rural da Fonte da Vaca, impedindo mesmo que os residentes nas poucas casas nas imediações saíssem para a rua. Foram mobilizados meios da Unidade de Intervenção, nomeadamente o Grupo de Intervenção e Operações Especiais (GIOE), o Grupo de Intervenção e Ordem Pública (GIOP) e o Grupo de Intervenção Cinotécnico (GIC), que realizaram uma operação de batida em busca do suspeito.

Cerca de três horas depois, uma patrulha localizou o suspeito a cerca de dois quilómetros da sua casa, num descampado e deitado na vegetação. Assim que percebeu que foi detectado, empunhou a arma na direcção dos militares. Os militares gritaram várias vezes “baixa a arma”, e perante a recusa abriram fogo, “em legítima defesa, tendo atingido o suspeito de forma a neutralizar a ameaça”, descreveu então a GNR.

O suspeito foi assistido de imediato por elementos da Equipa de Resposta à Crise do INEM, que se encontravam a apoiar a acção da GNR e pelos Bombeiros Voluntários do Pinhal Novo, mas acabou por falecer no local.

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