23 Maio 2024, Quinta-feira

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Inês de Medeiros vinca que alargamento do IC20 justifica ainda mais uma nova ponte entre Almada e Lisboa

Inês de Medeiros vinca que alargamento do IC20 justifica ainda mais uma nova ponte entre Almada e Lisboa

Inês de Medeiros vinca que alargamento do IC20 justifica ainda mais uma nova ponte entre Almada e Lisboa

Via Rápida da Costa vai passar para quatro vias em cada sentido. As obras começam em Outubro e deverão terminar em Maio de 2025

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, voltou a colocar em cima da mesa a necessidade, “prioritária”, da construção de uma nova ponte entre Almada e a margem norte. A autarca falava durante a reunião de câmara de 18 de Setembro, depois da apresentação das obras de alargamento do IC20 – Via Rápida da Costa de Caparica -, e acessos à Ponte 25 de Abril, a serem executadas pela Sociedade Auto-Estradas do Baixo Tejo.

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Para a autarca socialista, apesar destas obras virem aumentar a fluidez do trânsito, “a verdade é que a Ponte 25 de Abril não vai alargar”, portanto, a circulação entre as duas margens “não se resolve sem uma nova travessia no Tejo que [permita à pessoas passarem] entre as duas margens sem terem de entrar no coração de Almada e no coração de Lisboa”.

Uma das hipóteses que tem sido debatida é construir a nova ponte a partir da Trafaria a ligar à circular na margem norte, lembrou Inês de Medeiros que, inclusivamente, tem mantido conversações com os presidentes das câmaras de Oeiras e Lisboa sobre esta travessia. Mas, “é importante que as entidades nacionais percebam essa importância”, sublinhou.

Ainda a título da mobilidade na margem sul, a presidente da Câmara de Almada focou a extensão do Metro Sul do Tejo, tanto na Ligação a Lisboa, como dentro da península e, em muito, na continuidade à Costa da Caparica. Esta é uma das ligações em transportes públicos que quer que seja efectivada, e que fique prevista no conjunto de obras que a Sociedade Auto-Estradas do Baixo Tejo, subconcessionária da Infraestruturas de Portugal, vai executar no IC20 e ramos   estruturantes.

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Na mesma reunião, a vereadora do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua, acrescentou que aumentar as vias sem se tirar os carros da estrada “o problema do trânsito não é resolvido. A maneira de o fazer é com transportes públicos, e nisso o metro é uma via privilegiada”.

Estas questões de mobilidade foram levantadas depois de João Portela, representante da Sociedade Auto-Estradas do Baixo Tejo ter apresentado, a convite do executivo municipal, na reunião pública de segunda-feira, o plano de obras para alargamento do IC20.

Segundo explicou, as obras vão ser executadas em oito fases, sendo que a primeira começa já a 2 de Outubro, com montagem do estaleiro, e, em Novembro, começa a obra propriamente dita, a qual vai continuar até Maio de 2025. Ou seja, a previsão é de um período de 20 meses.

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O alargamento do IC20, via estruturante nas ligações dentro do concelho e acesso à Ponte 25 de Abril, decorre por obrigação de contrato da Baixo Tejo, em que tem de avançar com esta obra quando a “média de tráfego anual é superior a 60 mil veículos por dia”, sendo este o caso da Via Rápida da Costa.

Sempre acompanhado de um plano de comunicação para dar conhecimento atempado aos utilizadores, assim o garantiu João Portela. A obra passa por aumentar o IC20 de três para quatro vias por sentido entre o Centro Sul e o Nó das Casas Velhas, numa extensão de 3,9 quilómetros.

O plano apresentado por João Portela, prevê ainda um “novo acesso IC20/A2 no sentido Costa da Caparia para Almada, com construção de um novo ramo e eliminação do loop actual de acesso a Lisboa, que se mantém apenas para emergência e manutenção”.

Está ainda considerado o aumento de duas para três vias na saída da rotunda do Centro Sul para o ramo de acesso a Lisboa, assim como o aumento para duas vias dos ramos de ligação IC20 à A33, no Nó das Casas Velhas, de e para Almada, assim como o encerramento da área de Serviço Norte da BP no sentido Almada para a Costa da Caparica.

O quadro de obras que irá implicar constrangimentos de trânsito, embora o IC20 numa feche à circulação, tem ainda programada a construção de nova passagem inferior sob a A2, e de uma superior sobre o IC20.

Segundo o mesmo responsável, “as passagens pedonais actuais serão substituídas por novas”, estando previsto “o menor impacto possível para as pessoas durante a construção”, portanto, foram desenhadas “três passagens superiores substitutas para as pessoas, acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada e velocípedes”, e ainda passagem de peões no Nó das Casas Velhas, outra “no Nó do Hospital e outra na Área de Serviço da BP”.

No final da exposição pelo representante da Sociedade Auto-Estradas do Baixo Tejo, Inês de Medeiros fez ainda questão de frisar que, apesar de o “IC20 não fechar”, as obras “vão ter impacto numa via muito carregada de trânsito”, mas também garantiu que “está tudo mobilizado para, durante a obra, serem criadas alternativas para minimizarem o impacto”.

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