23 Maio 2024, Quinta-feira

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Gabriela Soares: “Estarei de coração aberto para trabalhar como presidente de junta mas também para novos desafios”

Gabriela Soares: “Estarei de coração aberto para trabalhar como presidente de junta mas também para novos desafios”

Gabriela Soares: “Estarei de coração aberto para trabalhar como presidente de junta mas também para novos desafios”

A socialista abre as portas a uma recandidatura, mas não descura outros voos. Analisa seis anos à frente da junta e defende a manutenção da união das freguesias

 

Gabriela Soares, presidente da União das Freguesias de Barreiro e Lavradio e coordenadora da Delegação Distrital de Setúbal da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), elege as principais marcas do trabalho desenvolvido na junta. Em entrevista a O SETUBALENSE e à Rádio Popular FM, a autarca dá nota de bom comportamento à oposição e revela o novo projecto de sensibilização para a higiene urbana que agora arranca. Quanto ao futuro… a disponibilidade é total.

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O Distrito de Setúbal passou a ter 55 freguesias após a reorganização administrativa. São todas associadas da ANAFRE?

Somos dos distritos com cem por cento das freguesias associadas. É muito bom, mas também é um grande desafio para quem coordena este distrito, porque não sei se é mais difícil manter as freguesias associadas ou cativá-las para pertencerem à ANAFRE.

Defende a desagregação da União das Freguesias de Barreiro e Lavradio ou não?

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Julgo que neste momento não fará sentido desagregar o Lavradio do Barreiro. Diria mesmo que é benéfico para o Lavradio, para que possa ganhar alguma escala. Há uma história construtiva que faz com que estas duas freguesias estejam ligadas por um parque industrial, da Baía Tejo. Acarinho muito o Lavradio no sentido de perceber o bairrismo que esta vila tem, mas achamos que neste momento a agregação é benéfica em termos dos próprios recursos da freguesia, quer a nível operacional quer financeiro, mas também naquilo que são as previsões de investimento que estão na calha. A união faz força. Enquanto presidente tomo muito as dores do Lavradio, mas não me esqueço do Barreiro.

Que análise faz ao trabalho desenvolvido na junta?

Tem sido muito positivo, com muito mérito da equipa que me acompanha e do pessoal operacional. Como políticos temos de ter uma capacidade: não ter medo de decidir, de arriscar. Tivemos logo um conjunto de desafios muito grande, no sentido da reorganização dos serviços. Já lá vão seis anos, olho para trás e… é um grande orgulho. Se mais nada restar, sei que vou deixar marcas consideráveis na União das Freguesias de Barreiro e Lavradio. Vou deixar obra feita, uma casa arrumada e uma equipa que veste a camisola.

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Que marcas destaca ao longo destes últimos seis anos?

Tivemos de demolir o polidesportivo da Avenida da Praia, que estava em risco de derrocada, e reerguemos um equipamento “fora da caixa”, todo ele envidraçado, virado para o rio. Essa é uma obra muito importante. Na vila do Lavradio, orgulho-me de várias obras que temos feito: o posto dos CTT que foi fechado e que nós reabrimos com trabalhadores da freguesia – pouco tempo depois recebemos um prémio como uma das lojas do distrito, entregues a terceiros, com maior volume de negócio, fomos crescendo e hoje em vez de um temos dois balcões, agora no Mercado do Lavradio. Estamos agora a terminar uma empreitada de recuperação de um conjunto de espaços verdes… E as escolas. O parque escolar era miserável. Fizemos aí um grande investimento. Diria que, provavelmente, [logo de início] 20 por cento do nosso orçamento, no mínimo, deve ter sido utilizado para a melhoria das condições do parque escolar.

Qual será o orçamento da junta para 2024?

Temos uma proposta de orçamento que ultrapassa em pouco 1 milhão de euros. Em virtude do aumento do envelope financeiro no âmbito da transferência das competências da Câmara Municipal e também do aumento do Fundo de Financiamento das Freguesias. Vamos ouvir a oposição e reunir a Assembleia de Freguesia para discussão do orçamento.

Que nota atribuiria à oposição na junta?

Temos tido uma convivência excelente com a oposição, temos encontrado forma de termos o orçamento com uma aprovação generalizada. Não há propriamente pontos de desacordo. Há mais perspectivas diferentes para fazer face às necessidades da União das Freguesias. A oposição tem tido uma intervenção pacata. Construtiva, mas pacata.

Em que áreas se sente, na junta, maior dificuldade de intervenção?

Talvez a da higiene urbana. Desde o primeiro ano de mandato que tenho tentado “vender” ao senhor presidente Frederico Rosa uma ideia, que já “comprou”, porque é uma pessoa de bom-senso e de uma inteligência fenomenal. Sempre me bati por um maior trabalho de equipa entre as juntas e as câmaras e depois com a população. Há cerca de um ano o senhor presidente da câmara celebrou com as juntas protocolos que nos permitiram adquirir uma nova viatura, para colaborarmos na recolha de lixos e monos não agendada. E criámos um projecto para as redes sociais, chamado “Freguesia Verde” que tem como slogan: “Lixo na rua não, tu fazes parte da solução”. Identificámos “influencers” que pudessem fazer connosco vídeos de sensibilização para as redes sociais, que vão ter testemunhos e apelos de pessoas muito conhecidas na comunidade. A seguir iremos para as escolas falar com as crianças, depois para os estabelecimentos comerciais, para as colectividades, instituições de idosos, para dizermos da importância de colocar o lixo no sítio certo. No final deste ano lectivo, teremos uma manifestação com as crianças das escolas. E isto é para continuar…

Está disponível para se recandidatar?

Estou sempre disponível para servir a população do Barreiro, que é a minha terra, da União das Freguesias de Barreiro e Lavradio, que é a minha freguesia. Estarei sempre de coração aberto e mangas arregaçadas para trabalhar como presidente de junta, mas também disponível para novos desafios.

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