23 Maio 2024, Quinta-feira

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De sete localizações finais para o novo aeroporto só uma não fica na região [actualizada]

De sete localizações finais para o novo aeroporto só uma não fica na região [actualizada]

De sete localizações finais para o novo aeroporto só uma não fica na região [actualizada]

Pegões, Rio Frio e Poceirão juntam-se a Montijo e Alcochete como opções para a futura infra-estrutura aeroportuária

A comissão técnica que está a estudar a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa anunciou ontem nove opções possíveis para o novo aeroporto, que incluem as cinco definidas pelo Governo ainda no ano passado e a que agora se juntam mais quatro: Portela+Alcochete, Portela+Pegões, Rio Frio+Poceirão, e Pegões.

As opções são nove, mas as localizações apenas sete e, em termos geográficos, apenas uma não figura no mapa da região: Santarém (sozinha ou com Portela).

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A lista de opções foi dada a conhecer pela coordenadora-geral da Comissão Técnica Independente (CTI), Rosário Partidário, durante uma apresentação sobre os resultados das actividades desenvolvidas na primeira fase da Avaliação Ambiental Estratégica relativa ao aumento da capacidade aeroportuária para a região de Lisboa.

Rosário Partidário explicou que às cinco opções avançadas pelo Governo (Portela+Montijo; Montijo+Portela; Alcochete; Portela+Santarém; Santarém) foram adicionadas as opções: Portela+Alcochete; Pegões; Portela+Pegões; e Rio Frio+Poceirão, totalizando sete localizações e nove opções estratégicas.

As cinco opções propostas pelo Governo têm de ser necessariamente avaliadas pela CTI, pelo que, além destas, estavam em cima da mesa as opções Beja, Monte Real (Leiria), Portela+Alcochete e Alverca+Portela, às quais foram acrescentadas oito opções adicionadas no portal AeroParticipa (Apostiça, Évora, Ota, Pegões-Vendas Novas, Poceirão, Rio Frio, Sintra e Tancos).

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Desta lista, com base em dez critérios técnico-científicos, passaram à lista final de soluções possíveis as opções: Aeroporto Humberto Delgado+Alcochete; Aeroporto Humberto Delgado+Pegões; Pegões; e Rio Frio+Poceirão.

As explicações

As opções Portela+Alcochete e Portela+Pegões serão estudadas como solução final, mas também consideradas “apenas eventualmente como opção em transição”.

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A análise da CTI conclui ainda que Pegões “aparentemente tem capacidade para ir até quatro pistas, mas está numa fase elementar de estudos” e apesar de ter “conflito com área militar”, parece ser “resolúvel”. Todavia, “não cumpre totalmente o critério de proximidade”.

Já sobre Rio Frio assinala que é uma opção “já estudada anteriormente”, rejeitada no passado por razões ambientais, tendo ainda conflito com o Campo de Tiro de Alcochete (CTA), característica que partilha com Poceirão, que também não tem área de expansão.

No entanto, a CTI entende que Poceirão é uma “área logística potencial e está a 10 Km de Rio Frio”, pelo que surgiu a hipótese de combinar estas duas opções e torná-las numa “solução mista”.

A lista da CTI resulta da aplicação de dez critérios de viabilidade técnico-científica, como a proximidade de distância ao centro de Lisboa (média europeia de 22 Km), ser dotada ou não de infra-estrutura rodoviária e ferroviária existente ou planeada e ter uma área de expansão (mínimo 1.000 ha).

Dos critérios fizeram ainda parte a capacidade de movimentos/hora, ter conflitos com espaço aéreo militar e em caso positivo ser resolúvel, maior ou menores riscos naturais (inundáveis, sísmicos), a estimativa de população afectada, as áreas naturais e corredores migratórios, a importância estratégica para a Força Aérea e a existência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Declaração do Impacto Ambiental (DIA).

A decisão sobre a localização está prevista ser conhecida até ao final deste ano.

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