Miúdos portaram-se como gente grande na defesa dos seus direitos. PSP chamada ao local para reabrir escola. Mas ninguém entrou
Com o bar encerrado desde o passado dia 16, os alunos da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, fecharam esta manhã as portas do estabelecimento de ensino a cadeado como medida de protesto.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao local reabrindo as portas da escola, mas as crianças, com o apoio e a solidariedade de professores e alguns encarregados de educação, optaram por não entrar, concentrando-se à porta do estabelecimento de ensino.
Em causa está a falta de assistentes operacionais, que obrigou ao encerramento do bar por tempo indeterminado, além de outros serviços como o da papelaria que também já teve de fechar.
A situação não é nova nesta escola que, pelo mesmo motivo, já teve este ano também o pavilhão desportivo fechado, impossibilitando que fossem cumpridas aulas de Educação Física.
“Quando não é um serviço, é outro. De quando em vez andamos nisto”, disse fonte da escola a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, confirmando que a falta de assistentes operacionais é um problema que se arrasta há tempo demasiado.
Mais preocupante é a situação de algumas crianças que têm direito a lanches gratuitos, por carências económicas, que desde o fecho do serviço do bar não têm tido acesso a essa alimentação a que têm direito.
A vigilância em alguns dos espaços da escola é outro dos problemas. “A segurança não está acautelada.”
Em comunicado, a Comissão Concelhia do PCP lembra que “a contratação de pessoal auxiliar é uma responsabilidade da Câmara Municipal de Montijo” e já veio acusar a autarquia de “mais uma vez falhar nas suas competências”.
A Câmara do Montijo, gerida pela maioria socialista, sempre tem defendido que cumpre (e até vai mais além) com o rácio de pessoal estabelecido por lei para as escolas. Porém, um dos problemas incontornáveis são os pedidos de baixa médica solicitados por funcionários.
Na última reunião do executivo, a vereadora responsável pelo pelouro da Educação, Maria Clara Silva, admitiu que num futuro próximo a autarquia deverá vir a optar por recorrer à contratação externa para resolver definitivamente o problema da falta de assistentes operacionais.