16 Abril 2024, Terça-feira
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Ministério da Saúde abre 66 vagas nas unidades locais de saúde da região

Medida tem como objectivo fixar médicos em zonas carenciadas para “reduzir assimetrias” nas diferentes regiões

 

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O Ministério da Saúde abriu, na região, 66 vagas para fixar médicos nas unidades locais de saúde, num total de 322 lugares em todo o País. A medida, explica o ministério, pretende atrair mais médicos para as zonas consideradas carenciadas, representando um aumento de 47 vagas em relação ao último ano.

Para a Unidade Local de Saúde (ULS) da Arrábida serão 16 as vagas abertas nas especialidades de Anestesiologia, Ginecologia/Obstetrícia, Ortopedia, Pediatria, Pneumologia, Medicina Geral e Familiar, e, Saúde Pública. Já na ULS Almada-Seixal serão outras 16 com as mesmas especialidades – menos Pneumologia – acrescendo a especialidade de Oncologia Médica.

Na ULS Arco Ribeirinho estarão 18 lugares por ocupar nas especialidades Anatomia Patológica, Anestesiologia, Cardiologia, Gastrenterologia, Ginecologia/Obstetrícia, Oftalmologia, Oncologia Médica, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia, Medicina Geral e Familiar, e, Saúde Pública.

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Por último, na região, serão disponibilizadas 16 vagas na ULS do Litoral Alentejano nas especialidades Anestesiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia, Medicina Interna, Ortopedia, Pediatria, Psiquiatria, Urologia, Medicina Geral e Familiar, e, Saúde Pública.

De acordo com um despacho do Governo publicado na quinta-feira em Diário da República, a medida visa “reduzir as assimetrias que existem nas diferentes regiões, como as zonas periféricas e as zonas de maior pressão demográfica, que demonstram uma maior dificuldade na atracção de novos profissionais”.

“Esta medida específica, que permite dar incentivos a quem se fixar em zonas carenciadas, contribui para a garantia do direito constitucionalmente consagrado de protecção à saúde, independentemente da condição social, económica e local de residência de cada cidadão”, sustenta.

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Segundo o Governo, a abertura de mais de 300 vagas possibilitará “uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde médicos, minimizando as assimetrias regionais que possam persistir, sobretudo em zonas mais periféricas ou de maior pressão demográfica”.

Considerando dar continuidade à política de contratação, retenção e valorização de recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Governo lembra que este trabalho de planeamento resulta “de uma reforma mais ampla” da organização das ULS.

“Este modelo fortalece também o trabalho com os diferentes parceiros locais, nomeadamente a participação dos municípios no planeamento, organização e gestão do funcionamento da resposta em saúde à população de determinada área geográfica, potenciando a proximidade e a gestão em rede”, sublinha.

Segundo a tutela, a definição de zonas consideradas carenciadas assenta na percentagem do produto interno bruto (PIB) ‘per capita’, no número de trabalhadores médicos em função da densidade populacional abrangida pelo serviço ou estabelecimento de saúde e sua comparação com outros estabelecimentos do mesmo grupo, nos níveis de desempenho e, entre outras, na distância geográfica. Com Lusa

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